
Receber o diagnóstico de câncer de próstata é um momento que gera dúvidas profundas, e a pergunta central no consultório é invariavelmente: “Doutor, o câncer de próstata tem cura?”. Como urologista com vasta experiência em Cirurgia Robótica em Mato Grosso, trago uma resposta fundamentada na ciência moderna: Sim, as chances de cura podem ultrapassar 95% quando a doença é detectada em estágios iniciais, ou seja, precocemente.
No entanto, a cura não é uma estimativa genérica. Ela depende de um processo técnico chamado Estratificação de Risco. Neste guia completo, vamos detalhar como a medicina classifica cada caso, as probabilidades reais e por que a tecnologia robótica em Cuiabá tornou-se o padrão ouro para alcançar a cura do câncer de próstata preservando a qualidade de vida.
1. O fator decisivo: diagnóstico precoce e tratamento adequado
As estatísticas são favoráveis: quando o tumor está confinado à glândula prostática (doença localizada), a probabilidade de eliminação total do câncer é altíssima. O grande desafio da urologia é que o câncer de próstata é silencioso em sua fase inicial, ou seja, não ocasionando sintomas e muitos pacientes deixando de procurar o urologista devido a ausência de sintomas.
Por isso, em Mato Grosso, reforçamos que o rastreamento anual com PSA e toque retal a partir dos 45 ou 50 anos é o que garante ao paciente a oportunidade de um diagnóstico precoce e tratamento curativo com melhores resultados funcionais.
2. Estratificação de risco: qual o seu cenário real?
Nem todos os tumores de próstata se comportam da mesma forma. Para definir a probabilidade de remissão da doença e o risco de recidiva bioquímica (quando o PSA volta a subir após o tratamento), os especialistas utilizam critérios internacionais que dividem os pacientes em grupos de risco:
Tabela de probabilidades de cura e risco de recidiva
| Grupo de Risco | Critérios (PSA e Gleason) | Chance de Cura Estimada | Risco de Recidiva (Voltar) |
| Baixo Risco | PSA < 10 e Gleason 6 | 95% a 99% | Baixo |
| Risco Intermediário | PSA 10-20 ou Gleason 7 | 75% a 85% | Moderado |
| Alto Risco | PSA > 20 ou Gleason 8-10 | 40% a 60% | Elevado |
Entendendo os dados:
- Baixo Risco: O foco é a cura com o mínimo de intervenção. Em muitos casos, o paciente pode ser candidato à Vigilância Ativa, onde monitoramos o tumor rigorosamente sem operar imediatamente.
- Risco Intermediário: É o cenário onde a Cirurgia Robótica oferece seu maior benefício, garantindo a retirada completa do tumor com alta precisão na preservação dos tecidos saudáveis.
- Alto Risco: O tratamento costuma ser multimodal (cirurgia associada à radioterapia ou hormonioterapia). Mesmo com maior risco de recidiva, a técnica robótica permite uma linfadenectomia (retirada de gânglios) muito mais extensa e precisa, o que aumenta a sobrevida e as chances de controle da doença.
3. O que é a recidiva bioquímica e como evitá-la?
A recidiva acontece quando células cancerígenas permanecem no organismo após o tratamento inicial. Um dos principais preditores de recidiva é a estratificação de risco. Paciente que tem o diagnóstico de uma doença mais agressiva (alto risco) e/ou localmente avançada, possui uma chance maior de recidiva bioquímica.
É aqui que a experiência do cirurgião faz a diferença. Um Proctor em Cirurgia Robótica possui o treinamento avançado para utilizar a visão 3D e os instrumentos articulados para “limpar” a área com precisão milimétrica, reduzindo drasticamente a chance de o câncer retornar por falha técnica na remoção do tumor.
4. A revolução da cirurgia robótica em Mato Grosso
A utilização da plataforma robótica no tratamento, operada por mãos experientes, minimiza os riscos de sequelas através de três pilares:
- Visão Magnificada (até 15x): Permite enxergar feixes nervosos da ereção que são invisíveis na cirurgia aberta.
- Precisão Milimétrica: O robô filtra tremores humanos e permite suturas perfeitas na reconstrução do sistema urinário.
- Recuperação Acelerada: Menos dor, sangramento mínimo e alta hospitalar geralmente em 24 horas.
- Menor risco de incontinência urinaria
- Menor risco de disfunção erétil
Conclusão: diagnóstico precoce e o seguimento com urologista
Em última análise, a cura do câncer de próstata não é um evento isolado, mas sim o resultado de uma jornada de cuidado preventivo. O diagnóstico precoce permanece como a ferramenta mais poderosa na mão do paciente; é ele quem abre as portas para tratamentos minimamente invasivos e altamente eficazes, como a cirurgia robótica. No entanto, o papel do urologista vai além da intervenção: o seguimento rigoroso após o tratamento é vital para monitorar a estabilidade do PSA e garantir que qualquer sinal de recidiva seja tratado prontamente. Investir na sua saúde e manter as consultas de rotina em dia não é apenas uma medida de prevenção, é o compromisso com uma vida longa, ativa e com plena qualidade funcional.
FAQ – Dúvidas Frequentes sobre a Cura
O PSA subiu após a cirurgia. Ainda há tratamento?
Sim. Através da chamada “Radioterapia de Resgate”, podemos tratar a área onde a próstata ficava e ainda buscar a cura definitiva, caso a recidiva seja detectada precocemente.
O câncer de próstata avançado (metástase) tem cura?
Neste estágio, o foco passa a ser o controle oncológico. Com as novas terapias hormonais e medicamentos alvo, é possível transformar o câncer em uma condição crônica controlada, mantendo a qualidade de vida por muitos anos.
3. Por que operar com um cirurgião que é Proctor?
O Proctor é o cirurgião que ensina outros médicos a operar. Optar por um profissional que é referência na técnica e instrutor da modalidade aumenta a segurança do procedimento e a precisão do resultado oncológico.
Sobre o autor – Dr. Rodolfo Garcia Borges
O Dr. Rodolfo Garcia Borges é médico urologista, referência em Uro-oncologia e Cirurgia Robótica no estado de Mato Grosso e em toda a região Centro-Oeste do Brasil. Com formação de excelência em Cirurgia Robótica pelo Hospital Israelita Albert Einstein (SP), o Dr. Rodolfo detém o título de Proctor em Cirurgia Robótica, atuando na supervisão e treinamento de novos cirurgiões na modalidade robótica.
É certificado em duas plataformas robóticas distintas e possui um dos maiores volumes de casos operados no Mato Grosso, unindo o rigor científico das diretrizes globais (SBU/AUA) com a precisão que apenas um instrutor da técnica pode oferecer. Seu foco é garantir aos seus pacientes as mais altas taxas de cura oncológica, preservando sempre que possível a qualidade de vida , a potência sexual e a continência urinária masculina. (CRM/MT: 10015 | RQE: 5395 | RQE: 7493).
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