
A decisão de realizar uma prostatectomia radical robótica é um passo crucial no tratamento do câncer de próstata. Embora a técnica seja minimamente invasiva, a dúvida que mais aflige os pacientes e seus familiares é: como será o dia seguinte?
A recuperação da prostatectomia radical robótica costuma ser mais rápida, previsível e menos dolorosa quando comparada à cirurgia aberta tradicional, principalmente quando realizada por equipe experiente.
Em centros especializados, a grande maioria das cirurgias para câncer de próstata já são feitas por via robótica, devido ao menor sangramento, menos dor e retorno mais precoces às atividades.
Neste artigo, exploramos todas as fases da recuperação, desde as primeiras horas no hospital até o retorno completo às atividades físicas e à vida sexual. Se você busca entender o que esperar do pós-operatório e como otimizar seus resultados, continue a leitura.
Sobre o autor – Dr. Rodolfo Garcia Borges urologista especialista em Cirurgia Robótica e Câncer de Próstata em Cuiabá-MT
O Dr. Rodolfo Garcia Borges é urologista e cirurgião robótico em Cuiabá-MT, com ampla experiência no tratamento do câncer de próstata e de rim. Reconhecido como uma das maiores referências em cirurgia robótica do Mato Grosso e Centro-Oeste do país, o Dr. Rodolfo é o único urologista do estado certificado nas duas principais plataformas robóticas do mundo — Versius e Da Vinci.
Sua formação em cirurgia robótica foi realizada no Hospital Israelita Albert Einstein, um dos centros de excelência médica mais respeitados da América Latina. Além disso, o Dr. Rodolfo atua como proctor (médico instrutor) de cirurgia robótica, contribuindo para a capacitação e formação de novos cirurgiões e para o avanço da cirurgia robótica urológica no Brasil.
Sua formação e especializações inclui:
- Residência Médica em Cirurgia Geral pela SES-MT;
- Residência Médica em Urologia pela Universidade Federal de Mato Grosso (HUJM/UFMT);
- Pós-Graduação em Cirurgia Robótica em Urologia e Uro-oncologia pelo Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE);
- Membro efetivo da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU);
- Membro internacional da Associação Europeia de Urologia (EAU);
- Membro da Confederação Americana de Urologia (CAU);
- Professor auxiliar da residência médica de Urologia no Hospital Universitário Júlio Muller (HUJM/UFMT) e Cirurgia Oncológica do HCAN-MT;
- Urologista no departamento de Urologia, Uro-oncologia e Cirurgia Robótica do Hospital de Câncer de Mato Grosso (HCAN-MT);
- Médico instrutor (proctor) de Cirurgia Robótica do Hospital de Câncer de Mato Grosso (HCAN-MT).
Com uma trajetória sólida e centenas de procedimentos realizados com precisão e segurança, o Dr. Rodolfo Garcia Borges é referência no tratamento minimamente invasivo de doenças urológicas complexas, especialmente câncer de próstata, câncer de rim e cirurgias reconstrutivas.
Atende presencialmente em Cuiabá-MT e Sorriso-MT, além de oferecer consultas por telemedicina para pacientes de todo o Mato Grosso e estados vizinhos, como Rondônia.
Saiba mais em: www.drrodolfoborges.com.br
O que é a Prostatectomia Radical Robótica e por que ela acelera a recuperação?
A prostatectomia radical robótica é a remoção cirúrgica da glândula prostática e das vesículas seminais utilizando a plataforma robótica (como o sistema Da Vinci ou Versius). Diferente da cirurgia aberta, onde é necessária uma incisão extensa abaixo do umbigo, a robótica é realizada por meio de 5 a 6 pequenos furos (portais).
As vantagens tecnológicas no pós-operatório
O segredo da recuperação acelerada não está apenas no tamanho da cicatriz, mas na precisão milimétrica:
- Visão 3D Ampliada: Permite ao cirurgião identificar nervos e vasos sanguíneos com clareza superior ao olho humano.
- Filtro de Tremor: Os braços robóticos eliminam qualquer oscilação, garantindo suturas mais estanques (firmes).
- Menor Sangramento: A pressão controlada do gás no abdômen durante a cirurgia reduz drasticamente a perda sanguínea, evitando transfusões e fraqueza no pós-operatório.
Essa técnica já é aplicada há mais de 15 anos no Brasil, com contínuas melhorias tecnológicas e de técnica. Quando realizada por equipes experientes, a cirurgia robótica da próstata oferece um pós-operatório mais previsível.
Isso permite um retorno mais cedo às atividades diárias e melhores resultados funcionais. Para mais informações de como é o procedimento, leia o seguinte artigo: cirurgia robótica da próstata.
Quais a chances de preservar a função urinária e sexual após a cirurgia da próstata?
Uma das maiores preocupações de quem enfrenta o câncer de próstata é a manutenção da qualidade de vida. Com o advento da cirurgia robótica, as chances de preservação funcional aumentaram significativamente devido à visão magnificada, que permite ao cirurgião identificar os feixes nervosos (nervos da ereção) que “abraçam” a próstata.
Leia mais em: Vantagens da Cirurgia Robótica no tratamento do Câncer de Próstata
No entanto, as chances de sucesso não são iguais para todos. Elas dependem de um equilíbrio entre a cura do câncer (margem oncológica) e a preservação da função (qualidade de vida).
A preservação das funções urinária e erétil após a prostatectomia radical não é uma garantia única, mas um resultado que varia conforme o perfil de cada paciente. O sucesso funcional depende do equilíbrio entre a erradicação do tumor e a manutenção das estruturas anatômicas adjacentes.
Fatores que determinam o sucesso da cirurgia robótica da próstata
A probabilidade de manter a qualidade de vida pré-operatória é influenciada por variáveis clínicas e biológicas:
- Características do Tumor: O tamanho, a localização e o grau de agressividade (Escore de Gleason) definem se o cirurgião poderá realizar a preservação total dos feixes nervosos.
- Saúde Vascular e Comorbidades: Condições como diabetes, idade, tabagismo e obesidade podem comprometer a microcirculação sanguínea, atrasando a regeneração dos nervos e tecidos.
- Função Pré-Operatória: Pacientes que já apresentam boa potência sexual e controle urinário antes da cirurgia tendem a ter uma recuperação mais robusta e célere.
O Caminho da Reabilitação Funcional
É importante compreender que, mesmo com a preservação técnica dos nervos, a função erétil pode sofrer uma dormência temporária (neuropraxia). Por isso, o plano de tratamento moderno inclui:
- Fisioterapia Pélvica: Fundamental para o fortalecimento do assoalho pélvico e retorno precoce da continência.
- Reabilitação Peniana: O uso de medicamentos (como inibidores da PDE5) e estímulos terapêuticos para evitar a atrofia dos corpos cavernosos.
- Suporte Especializado: O acompanhamento próximo com o urologista permite ajustar as expectativas e personalizar as intervenções conforme a resposta de cada organismo.
Quais os riscos e as principais complicações da Prostatectomia Radical?
Embora a tecnologia robótica tenha elevado o patamar de segurança da cirurgia de próstata — reduzindo drasticamente o sangramento e a dor — a prostatectomia radical ainda é um procedimento de grande porte. Compreender os riscos e saber identificar sinais de alerta é fundamental para uma recuperação sem intercorrências.
Complicações Funcionais (As mais comuns)
Estas não são falhas cirúrgicas, mas sim consequências anatômicas esperadas que requerem reabilitação:
- Incontinência Urinária Temporária: É a complicação mais frequente logo após a retirada da sonda. A musculatura do esfíncter precisa de tempo e exercícios (fisioterapia pélvica) para recuperar sua função plena.
- Disfunção Erétil: Ocorre devido à manipulação dos feixes neurovasculares. Mesmo com a técnica de preservação nervosa (nerve-sparing), a recuperação da potência é gradual e pode levar de meses a até dois anos.
Riscos Cirúrgicos e Clínicos
Como em qualquer intervenção abdominal, existem riscos que a equipe médica monitora rigorosamente:
- Infecções: Podem ocorrer na cicatriz das pequenas incisões ou no trato urinário (ITU). Sintomas como febre, ardor intenso ou secreção purulenta devem ser reportados.
- Hérnia Incisional: É a fraqueza na parede abdominal onde os portais robóticos foram inseridos. É rara, mas o risco aumenta se o paciente carregar peso antes dos 60 dias recomendados.
- Linfocele: Em casos onde é necessária a retirada de gânglios linfáticos, pode haver acúmulo de fluido linfático na pelve, geralmente resolvido com repouso e acompanhamento.
Fatores que Elevam o Risco de complicações peri-operatórias
A probabilidade de complicações é influenciada pelo estado de saúde geral do paciente. Os principais “vilões” da cicatrização são:
- Tabagismo: Prejudica a oxigenação dos tecidos e a cicatrização da uretra.
- Diabetes Descontrolada: Aumenta significativamente o risco de infecções.
- Obesidade: Dificulta a técnica cirúrgica e aumenta a pressão sobre as suturas internas.
Sinais de Alerta: Quando ligar para o seu Urologista?
Se durante o pós-operatório você apresentar qualquer um dos sinais abaixo, entre em contato imediatamente com a equipe que o operou:
- Febre superior a 38,5°C;
- Inchaço súbito, dor ou vermelhidão em apenas uma das pernas (sinal de trombose);
- Dificuldade total para urinar após a retirada da sonda;
- Sangramento intenso na urina que não melhora com a ingestão de água;
- Falta de ar ou dor súbita no peito.
Alguns fatores aumentam a probabilidade de riscos e complicações. A experiência do cirurgião, o preparo da equipe e a estrutura do hospital também influenciam os resultados.
Preparação para o pós-operatório e o que alinhar antes da cirurgia
Um bom preparo pré-operatório reduz imprevistos e deixa a recuperação pós-operatória mais previsível. Antes do dia da cirurgia, é essencial alinhar expectativas sobre dor, sonda, mobilidade e o período de repouso na cama.
Na consulta, a equipe precisa de um mapa completo do que você usa e do que já aconteceu em outras cirurgias. Isso evita interações, orienta ajustes e melhora os cuidados pós-ops desde a sala de anestesia.
- Liste todos os medicamentos: prescritos, sem receita, cremes, adesivos e colírios.
- Inclua suplementos e fitoterápicos (ervas, vitaminas e minerais).
- Informe alergias, inclusive látex, e qualquer reação prévia à anestesia.
- Avise sobre marcapasso ou CDI e leve os dados do dispositivo, se tiver.
- Converse sobre posição em relação à transfusão de sangue, quando aplicável.
- Relate uso de drogas recreativas, como maconha, para segurança anestésica.
Álcool e tabaco também entram nessa conversa. O álcool frequente pode aumentar sangramento, infecção, problemas cardíacos e prolongar internação; parar de forma abrupta pode causar abstinência grave, por isso a equipe pode planejar um manejo seguro.
Fumo, vapes e narguilé elevam o risco respiratório; interromper mesmo poucos dias antes já ajuda. Se houver apneia do sono, informe diagnóstico ou suspeita e leve o CPAP no dia do procedimento, se você usa.
Em geral, até 30 dias antes acontece a avaliação pré-operatória, com possibilidade de ECG, radiografia de tórax e exames de sangue, e às vezes urina. Aproveite para revisar quais remédios tomar no dia e quais suspender, sem improviso.
- Podem orientar pausa de aspirina até 7 dias antes, conforme o caso.
- Vitamina E, multivitamínicos e fitoterápicos costumam ser suspensos 7 dias antes.
- AINEs como ibuprofeno e naproxeno podem ser interrompidos 2 dias antes, conforme orientação médica.
A rotina da véspera tende a incluir dieta leve, jejum a partir da meia-noite e líquidos claros até 2 horas antes do horário de chegada (água, sucos claros, isotônicos).
Já pensando nos cuidados pós-operatório em casa, defina quem vai levar você e quem pode ajudar nos primeiros dias. Separe documentos importantes, roupas largas, calçado confortável e carregador do celular, e deixe o ambiente seguro para caminhar.
Aprender os exercícios de assoalho pélvico (Kegel) antes da cirurgia ajuda a executar do jeito certo depois. Durante a cateterização, a orientação é não fazer Kegel com o cateter vesical.
Também vale planejar a reabilitação sexual com antecedência, incluindo opções como sildenafila (Viagra®) e tadalafila (Cialis®) e a cobertura do plano. E, para quem ainda considera filhos biológicos, a prostatectomia causa infertilidade; por isso, banco de esperma pode ser discutido antes do procedimento.
Ao final, combine sinais de alerta, canais de contato e como será o período de repouso na cama em cada etapa. Esse alinhamento dá clareza para você e para quem vai acompanhar sua rotina.
Pós-operatório imediato no hospital: sala de recuperação, quarto e alta hospitalar
Após a prostatectomia radical robótica, o paciente é levado para a sala de recuperação anestésica. Lá, a equipe monitora diversos aspectos, como pressão, dor, sangramento e nível de consciência. O paciente pode acordar com sonda na uretra, curativos nas incisões e, eventualmente, um dreno no abdômen.
No quarto, a recuperação é mais rápida em casos de cirurgia minimamente invasiva sem complicações. A alimentação é liberada no mesmo dia, com dieta leve e em porções pequenas. O paciente pode sentir falta de apetite inicialmente, mas isso geralmente melhora com hidratação e descanso.
A mobilização precoce é crucial. Sentar-se e caminhar, com auxílio da equipe ou de um familiar, diminui o risco de complicações. Isso também ajuda o intestino a se recuperar. É importante não sair do leito sozinho, especialmente na primeira vez que se vai ao banheiro.
- Manter a sonda e o coletor abaixo do nível da bexiga para não tracionar.
- Observar curativos: se estiverem limpos e secos, a troca segue a orientação do hospital.
- Relatar dor fora do esperado, tontura, febre ou sangramento ao urinar pela sonda.
O período de internação varia entre 24 e 48 horas, dependendo da evolução clínica e controle da dor. Mesmo após a alta, pode haver constipação. Isso geralmente é tratado com água, caminhada leve e ajustes na dieta, sem interferir no retorno para casa.
Antes da alta, o médico fornece orientações para o plano domiciliar. Isso inclui informações sobre medicações, cuidados com a sonda vesical e sinais de alerta. É também o momento para discutir a retomada dos exercícios do assoalho pélvico, se liberados, e programar a revisão do resultado, conforme detalhado em pós-operatório da cirurgia robótica da próstata.
Cuidados pós-operatório em casa: sonda, curativos, medicações e rotina
Em casa, os cuidados pós-operatório são essenciais para uma recuperação segura e previsível. Eles visam proteger a área operada, controlar a dor e prevenir infecções.
A sonda vesical é usada para permitir a cicatrização da anastomose (costura) entre bexiga e uretra. Ela também garante a drenagem adequada da urina. Nos primeiros dias, adaptar-se ao caminhar, dormir e se vestir pode ser desafiador.
- Mantenha higiene diária ao redor da sonda vesical com água e sabão neutro, sem esfregar.
- Evite tração: prenda o tubo na coxa com fita ou fixador e deixe folga para mexer as pernas.
- Deixe a bolsa coletora abaixo do nível da bexiga e esvazie quando estiver mais cheia, sem encostar a saída em superfícies.
- Siga o retorno agendado para avaliação e retirada, mesmo que esteja se sentindo bem.
Os curativos são simples devido às incisões pequenas da técnica robótica. Em muitos casos, os pontos são absorvíveis e não precisam ser retirados. No entanto, a troca e o tempo de uso variam conforme a orientação médica.
- Troque os curativos com mãos limpas e pele bem seca.
- Observe sinais como aumento de vermelhidão, calor local, secreção com mau cheiro ou febre.
Na rotina, é importante se movimentar com cuidado. Evite ficar sentado ou deitado por muito tempo. Faça caminhadas leves todos os dias, seja em casa ou no corredor do prédio.
- Se precisar subir escadas, vá devagar e com apoio.
- Evite dirigir por pelo menos 2 semanas, ou até liberação médica.
Alimentação e hidratação devem voltar ao normal conforme a tolerância. Um alvo prático é chegar perto de 2 litros/dia de líquidos, salvo restrições médicas por coração ou rins.
No começo, pode haver desconforto abdominal e sensação de inchaço. Após a retirada da sonda vesical, a frequência urinária pode aumentar temporariamente. Com o tempo, a melhora gradual ocorre.
As medicações pós-operatórias devem ser tomadas conforme prescrito. Isso pode incluir analgésicos, antibióticos e, em alguns casos, remédios para a reabilitação sexual após a retirada da sonda.
Os cuidados pós-operatório da cirurgia da próstata são sempre individualizados. Idade, diabetes, uso de anticoagulantes e detalhes da cirurgia influenciam as recomendações. Portanto, é crucial manter contato com a equipe assistente diante de dúvidas, dor fora do esperado ou sinais de alerta.
Recuperação da prostatectomia radical robótica: cronograma de atividades e limitações
Um cronograma simples é essencial na recuperação da prostatectomia radical robótica. Ele ajuda a reduzir a ansiedade e evitar excessos. O objetivo é equilibrar movimento seguro, descanso de qualidade e checagens médicas, respeitando o seu ritmo. Pequenas escolhas diárias têm um grande impacto na cicatrização e no conforto durante a recuperação pós-operatória.
Os primeiros dias após a cirurgia exigem um período de repouso relativo. Ficar deitado o dia todo pode aumentar o desconforto e retardar a recuperação do intestino. É recomendável alternar entre repouso e caminhadas curtas dentro de casa, sem esforço fisico extenuante.
Primeiros dias: é importante caminhar em casa, levantar com cuidado e evitar ficar muito tempo sentado. Priorize hidratação, sono e higiene dos curativos, conforme orientado.
10 a 15 dias: muitos pacientes já conseguem voltar a rotinas leves, como tarefas simples, pequenos deslocamentos e trabalho remoto, se estiverem bem.
2 a 3 semanas: pode haver retorno às atividades profissionais, dependendo do tipo de trabalho e da avaliação do urologista.
Até 4 semanas: evite trabalho pesado e não levante mais de 10 kg. Também costuma ser cedo para corrida, natação e bicicleta, que aumentam a pressão no abdômen.
A partir de 30 dias: em muitos casos, dá para aumentar as caminhadas com intensidade progressiva, observando dor, cansaço e inchaço.
A partir de 60 dias: atividades físicas mais completas muitas vezes são liberadas, com limites individuais e liberação médica.
É crucial ter cuidado com o retorno às atividades. O esforço prematuro pode aumentar o risco de hérnia na incisão e dificultar a cicatrização. Além disso, pode piorar a dor e o sangramento. Na recuperação pós-operatória do câncer de próstata, é importante evoluir em degraus, não em saltos.
Relações sexuais e exercícios intensos também devem ser esperados. A função urinária e a resposta sexual variam muito após a cirurgia. O retorno às atividades nessa área deve seguir a orientação do urologista, com foco em segurança e confiança durante a recuperação da prostatectomia radical robótica.
Retirada da sonda e duração da cateterização da bexiga
A sonda vesical é colocada após a cirurgia robótica da próstata para manter a bexiga drenada de forma continua. Isso reduz a pressão no local da reconexão da bexiga à uretra. Esse cuidado protege a cicatrização interna enquanto o corpo se adapta ao novo trajeto urinário. Na recuperação, ela evita a retenção urinária, prevenindo dor e distensão, assim como o risco de fistulas urinarias.
A duração da cateterização varia conforme o protocolo e a evolução do paciente. Em geral, a sonda é retirada entre 7 e 10 dias. Alguns casos podem estender para 14 dias, especialmente se o cirurgião deseja mais proteção à anastomose.
Na data da retirada, uma avaliação clínica simples é feita. O médico verifica sinais como dor, febre, sangramento e o estado das incisões. Também revisa o fluxo pelo cateter. As orientações finais incluem hidratação, horários para urinar e observações iniciais sem a sonda.
- Levar a lista de remédios em uso e relatar ardor, febre ou urina com odor forte.
- Confirmar com a equipe como será a primeira micção e quando procurar ajuda.
- Entender quais sinais exigem contato imediato, como incapacidade de urinar ou dor intensa.
Após a retirada, é comum ter escapes urinários temporários, especialmente ao levantar, tossir ou caminhar. Esses escapes não definem o resultado final, mas são normais na recuperação. Um plano de exercícios pélvicos e acompanhamento nas semanas seguintes melhoram o controle urinário.
Reabilitação funcional: continência urinária e função sexual
Após a cirurgia robótica da próstata, o escape de urina é comum nos primeiros dias, especialmente ao tossir, levantar ou caminhar rápido. A melhora é gradual, dia após dia, com o tempo e um plano de reabilitação adequado. A experiência do cirurgião e a preservação neurovascular são fatores importantes para o retorno funcional.
Os exercícios de Kegel devem começar logo após a alta médica. Treinar antes da cirurgia ajuda a identificar a musculatura correta e evitar compensações. Com cateter vesical de Foley, é essencial não fazer contrações para evitar irritações e promover a cicatrização.
- Contraia o assoalho pélvico como se fosse “segurar o xixi”, sem prender a respiração.
- Mantenha o esforço por poucos segundos e relaxe pelo mesmo tempo.
- Faça séries curtas ao longo do dia, com foco em técnica e regularidade.
A fisioterapia pélvica é crucial para ajustar a técnica e monitorar o progresso. Ela fortalece o assoalho pélvico, melhora o controle do jato urinário e reduz a urgência. Além disso, ajuda a retomar atividades diárias com mais rapidez e segurança.
A disfunção erétil é comum inicialmente e não define o resultado final. A reabilitação sexual envolve estratégias para melhorar a circulação peniana e manter a resposta erétil. Após a retirada da sonda, medicamentos como sildenafila (Viagra®) ou tadalafila (Cialis®) podem ser prescritos.
É importante discutir custos e cobertura antes, pois o acesso pode ser complicado. A recuperação após a cirurgia robótica da próstata depende da idade, saúde prévia, função sexual anterior e preservação dos nervos. Em casos necessários, a equipe pode recomendar acompanhamento especializado para reabilitação sexual e continência urinária.
Seguimento oncológico pós-operatório: O exame de PSA total
O sucesso da cirurgia não é medido apenas pela recuperação física, mas pelo controle oncológico. O primeiro PSA após a prostatectomia costuma ser solicitado entre 30 a 45 dias.
O valor esperado é que o PSA se torne indetectável (<0,2). Este acompanhamento será rigoroso nos primeiros 5 anos, garantindo que qualquer sinal de recidiva seja tratado precocemente.
Conclusão
A prostatectomia radical robótica transformou o tratamento do câncer de próstata, oferecendo uma ponte mais segura e curta de volta à normalidade. O sucesso depende da tríade: tecnologia de ponta, experiência do cirurgião e disciplina do paciente no pós-operatório.
Se você está planejando sua cirurgia de câncer de próstata, foque na sua reabilitação e siga as orientações médicas rigorosamente.tratamento do câncer de rim
Especialista em Cirurgia Robótica da Próstata em Cuiabá – Mato Grosso
O Dr. Rodolfo Garcia Borges é referência em Uro-oncologia e Cirurgia Robótica, com vasta experiência em cirurgias de alta complexidade e câncer urológico. Com formação em cirurgia robótica pelo Hospital Israelita Albert Einstein, ele atua como proctor (médico instrutor) de outros cirurgiões na formação em cirurgia robótica.
Se você busca um atendimento especializado em Cuiabá – MT ou Sorriso – MT, conte com uma estrutura preparada para oferecer o que há de mais moderno no tratamento do câncer de próstata e com uma equipe experiente em cirurgia robótica e tratamento de câncer de próstata.
Canais de Atendimento:
Locais:
Cuiabá – MT | Oncocenter
Sorriso – MT | COG
Site Oficial: www.drrodolfoborges.com.br
WhatsApp para Agendamentos: (65) 99673-9522
Perguntas Frequentes (FAQ):
Quanto tempo demora a recuperação de uma cirurgia de próstata robótica?
A recuperação de uma cirurgia de próstata robótica geralmente leva de 4 a 6 semanas, mas pode variar de acordo com o paciente e a complexidade do procedimento.
A cirurgia robótica da próstata causa disfunção erétil?
Sim, a cirurgia robótica da próstata pode causar disfunção erétil em alguns pacientes. A gravidade e a duração da disfunção erétil variam de acordo com fatores individuais e técnicas cirúrgicas utilizadas.
Qual o melhor tratamento do câncer de próstata?
O melhor tratamento do câncer de próstata depende do estágio da doença, idade do paciente e condições de saúde. As opções incluem vigilância ativa, cirurgia, radioterapia, terapia hormonal e quimioterapia. Consulte um especialista para determinar o tratamento mais adequado.
Quem fez cirurgia de próstata pode tomar tadalafila?
Sim, geralmente pacientes que fizeram cirurgia de próstata podem tomar tadalafila, mas é essencial consultar o médico antes de iniciar qualquer tratamento.
Quais são as desvantagens da cirurgia robótica?
Custo elevado dos equipamentos e procedimentos.
Necessidade de treinamento especializado para os cirurgiões.
Limitação em certos tipos de cirurgias onde a técnica não se aplica.
Dependência de tecnologia, que pode não estar disponível em todas as instituições.
A cirurgia robótica no câncer de próstata tem melhores resultados em relação a outras técnicas?
Sim, a cirurgia robótica no câncer de próstata geralmente apresenta melhores resultados em comparação a outras técnicas, como a cirurgia aberta e a laparoscópica, especialmente em termos de recuperação mais rápida, menor perda de sangue e redução na dor pós-operatória. Além disso, pode oferecer maior precisão na remoção do tumor e preservação das estruturas adjacentes.