Dr. Rodolfo Garcia Borges – Urologia e Cirurgia Robótica – Cuiabá – MT

Câncer de Próstata

15 Dúvidas sobre Câncer de Próstata

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dúvidas sobre o câncer de próstata

Saiba as mais frequentes dúvidas sobre câncer de próstata

Receber o diagnóstico de câncer de próstata costuma gerar medo, insegurança e muitas dúvidas. É comum o paciente se perguntar se a doença tem cura, se precisa operar, se o tratamento pode causar impotência, se haverá perda urinária e qual é a melhor opção entre cirurgia, radioterapia ou acompanhamento.

A boa notícia é que, quando diagnosticado em fase inicial, o câncer de próstata pode ter alta chance de controle e cura. Porém, cada caso precisa ser avaliado de forma individualizada, considerando idade, PSA, resultado da biópsia, escore de Gleason/ISUP, exames de imagem, condições clínicas e preferência do paciente.

Neste artigo, respondo de forma clara às principais dúvidas sobre câncer de próstata. Para uma explicação mais completa sobre diagnóstico, estadiamento e tratamento, leia também nosso artigo principal sobre câncer de próstata: diagnóstico e tratamento.

1. O que é próstata?

A próstata é uma glândula presente apenas nos homens, localizada abaixo da bexiga e à frente do reto. Ela envolve a uretra, que é o canal por onde passa a urina.

Seu tamanho costuma ser comparado ao de uma castanha, embora possa aumentar com o envelhecimento. Esse aumento pode ocorrer por condições benignas, como a hiperplasia prostática benigna, ou por doenças malignas, como o câncer de próstata.

2. Qual é a função da próstata?

A principal função da próstata é produzir parte do líquido seminal, que compõe o sêmen. Esse líquido ajuda na nutrição e no transporte dos espermatozoides.

Apesar de ter importância na fertilidade, a próstata não é essencial para a ereção. Por isso, doenças da próstata e seus tratamentos podem afetar a vida sexual por mecanismos diferentes, principalmente quando há necessidade de cirurgia, radioterapia ou tratamento hormonal.

3. O câncer de próstata é comum?

Sim. O câncer de próstata é um dos tumores mais frequentes entre os homens. O risco aumenta principalmente com a idade, sendo mais comum após os 50 anos.

Apesar disso, homens mais jovens também podem desenvolver a doença, especialmente quando há fatores de risco, como histórico familiar de câncer de próstata, câncer de mama ou ovário na família, alterações genéticas hereditárias e ascendência negra.

Por isso, a avaliação individual com o urologista é importante para definir quando iniciar o rastreamento com PSA e exame físico.

4. O câncer acontece somente em pacientes idosos?

Não. O câncer de próstata é mais comum em homens acima dos 50 anos, mas pode ocorrer em pacientes mais jovens.

Homens com pai, irmão ou outros familiares próximos que tiveram câncer de próstata, principalmente em idade jovem, devem ter atenção redobrada. Nesses casos, a investigação pode começar mais cedo, conforme orientação médica.

O ponto central é: idade aumenta o risco, mas não é o único fator.

5. Quais são os sintomas do câncer da próstata? 

Na fase inicial, o câncer de próstata geralmente não causa sintomas. Esse é um dos principais motivos pelos quais o diagnóstico precoce depende de avaliação médica, PSA e toque retal.

Quando os sintomas aparecem, eles podem estar relacionados a doença mais avançada ou a outras condições da próstata, como hiperplasia benigna e prostatite.

Entre os sintomas possíveis estão:

  • jato urinário fraco;
  • dificuldade para urinar;
  • aumento da frequência urinária;
  • necessidade de acordar à noite para urinar;
  • dor ou ardência ao urinar;
  • sangue na urina ou no sêmen;
  • dor pélvica;
  • dor óssea, principalmente em casos avançados;
  • perda de peso sem explicação;
  • inchaço nas pernas em situações específicas.

É importante lembrar: sintomas urinários não significam, obrigatoriamente, câncer de próstata. Mas devem ser avaliados por um urologista.

6. Se não existem sintomas, como detectar o câncer da próstata na fase inicial?

O câncer de próstata em fase inicial costuma ser detectado por meio de exames de rotina. Os principais são o PSA e o toque retal.

O PSA é um exame de sangue que mede uma proteína produzida pela próstata. Quando está elevado, pode indicar câncer, mas também pode subir por outras causas, como aumento benigno da próstata, inflamação, infecção urinária, relação sexual recente, manipulação prostática ou procedimentos urológicos.

O toque retal permite avaliar alterações na consistência, tamanho e presença de nódulos na próstata. Embora muitos homens ainda tenham receio desse exame, ele é rápido, simples e pode identificar alterações importantes mesmo quando o PSA não está muito elevado.

Quando há suspeita, outros exames podem ser necessários, como a ressonância magnética da próstata e a biópsia prostática.

7. PSA alto é câncer de próstata?

Não necessariamente. PSA alto não é sinônimo automático de câncer de próstata. O PSA pode aumentar por várias causas benignas, como hiperplasia prostática benigna, prostatite, infecção urinária, retenção urinária, ejaculação recente ou manipulação da próstata.

Por outro lado, alguns pacientes com câncer de próstata podem apresentar PSA pouco elevado. Por isso, o PSA deve ser interpretado junto com idade, tamanho da próstata, velocidade de aumento, relação PSA livre/total, toque retal, ressonância magnética e outros fatores clínicos.

Em caso de PSA alterado, o caminho correto não é pânico. É investigação bem feita.

8. Câncer de próstata tem cura?

Sim, o câncer de próstata pode ter cura, especialmente quando diagnosticado em fase inicial e localizado na próstata. As chances de cura dependem de vários fatores, como estágio da doença, valor do PSA, resultado da biópsia, escore de Gleason/ISUP, presença ou ausência de metástases e condições gerais do paciente.

Nos casos localizados, as principais opções de tratamento incluem cirurgia, radioterapia e, em casos selecionados de baixo risco, vigilância ativa.

Nos casos avançados ou metastáticos, o objetivo pode ser controlar a doença, reduzir sintomas, prolongar a sobrevida e preservar qualidade de vida com tratamentos sistêmicos modernos.

Saiba mais em: O câncer de próstata tem cura?

9. Quais são os principais tratamentos para câncer de próstata?

O tratamento do câncer de próstata deve ser individualizado. Não existe uma única resposta que sirva para todos os pacientes. As principais opções incluem:

Vigilância ativa

Indicada em alguns casos de câncer de próstata de baixo risco. Nessa estratégia, o paciente não é tratado imediatamente, mas acompanhado de perto com PSA, exame físico, ressonância e, quando necessário, nova biópsia.

O objetivo é evitar tratamentos desnecessários em tumores pouco agressivos, sem deixar de intervir caso a doença mostre sinais de progressão.

Cirurgia

A cirurgia para câncer de próstata é chamada de prostatectomia radical. Nela, a próstata e as vesículas seminais são removidas. Pode ser realizada por via aberta, laparoscópica ou robótica.

A prostatectomia radical robótica é uma técnica minimamente invasiva que permite maior precisão, visão ampliada em 3D e movimentos delicados em uma região anatômica complexa.

Saiba mais em: Cirurgia Robótica da Próstata

Radioterapia

A radioterapia utiliza radiação para tratar o tumor. Pode ser indicada como tratamento principal em casos localizados, como tratamento complementar após cirurgia ou em situações específicas de doença avançada.

Hormonioterapia

A hormonioterapia reduz a ação da testosterona sobre as células tumorais. É muito utilizada em casos avançados, em associação com radioterapia ou em doença metastática.

Quimioterapia e terapias sistêmicas

Em casos mais avançados, podem ser utilizados quimioterapia, medicamentos hormonais de nova geração, radiofármacos e outras terapias, conforme o perfil da doença e a avaliação da equipe médica.

Para entender melhor cada opção, leia também nosso artigo completo sobre tratamento do câncer de próstata.

10. Como funciona a cirurgia robótica para câncer de próstata?

Na cirurgia robótica, fazemos cortes bem pequenos na barriga do paciente, pelos quais inserimos uma câmera bem fina (mas que permite ver com grande aumento) e braços robóticos.

câmera, que permite visão 3D e ampliada dos órgãos a serem operados, também é controlada pelo cirurgião, o que garante um posicionamento sempre adequado.

O cirurgião fica dentro da sala cirúrgica e comando o robô, que reproduz os movimentos das mãos do médico, garantindo maior precisão.

Isso permite que esse procedimento tenha muitas vantagens e melhores resultado em relação a cirurgia aberta e videolaparoscópica:

  • menor sangramento
  • menor tempo de internação
  • menos dor após a cirurgia
  • menos necessidade de repouso
  • cicatrizes menores, muitas vezes imperceptíveis
  • melhor qualidade de visão
  • maior liberdade e delicadeza de movimentos
  • melhor resultado funcional da continência urinária
  • melhor resultado funcional da função sexual
  • maior precisão na preservação de estruturas relacionadas à continência urinária e função sexual, quando oncologicamente seguro.

É importante destacar que os resultados dependem de fatores como idade, função urinária e sexual prévias, extensão do tumor, estágio da doença, possibilidade de preservação dos feixes neurovasculares e experiência da equipe cirúrgica.

A cirurgia robótica não é mágica. É tecnologia a serviço de uma boa indicação e de uma boa técnica.

11. O tratamento do câncer de próstata pode causar impotência sexual?

Sim, alguns tratamentos para câncer de próstata podem causar disfunção erétil. Isso pode ocorrer após cirurgia, radioterapia ou hormonioterapia.

Na cirurgia, a função sexual depende principalmente da preservação dos nervos responsáveis pela ereção. Essa preservação só deve ser realizada quando for segura do ponto de vista oncológico, ou seja, quando não comprometer o controle do câncer.

A idade, a presença de ereções antes do tratamento, diabetes, hipertensão, tabagismo, uso de medicamentos e doenças cardiovasculares também influenciam muito no resultado.

Hoje existem estratégias para reabilitação sexual após o tratamento, incluindo medicamentos, fisioterapia, injeções intracavernosas e outras terapias, conforme cada caso.

12. O tratamento câncer de próstata pode causar incontinência urinária?

Sim, principalmente após a prostatectomia radical, pode haver perda urinária no pós-operatório. Na maioria dos casos, essa perda melhora progressivamente com o tempo.

A recuperação da continência depende de fatores como idade, função urinária antes da cirurgia, anatomia do paciente, técnica cirúrgica, extensão da doença e realização de fisioterapia pélvica. A fisioterapia do assoalho pélvico pode ser uma aliada importante na recuperação urinária após a cirurgia.

13. Câncer de próstata pode voltar depois do tratamento?

Sim, o câncer de próstata pode voltar após cirurgia ou radioterapia. Essa situação é chamada de recidiva.

Após a cirurgia, o acompanhamento é feito principalmente pelo PSA. Como a próstata foi removida, espera-se que o PSA fique muito baixo ou indetectável. Se ele voltar a subir, pode indicar recidiva bioquímica.

Após radioterapia, o comportamento do PSA é diferente: ele costuma cair mais lentamente e deve ser interpretado com critérios específicos.

Por isso, o acompanhamento regular com urologista é fundamental mesmo após um tratamento aparentemente bem-sucedido.

14. Qual é o melhor tratamento para câncer de próstata?

O melhor tratamento é aquele mais adequado para o perfil da doença e do paciente. A decisão deve considerar:

  • estágio do câncer;
  • valor do PSA;
  • resultado da biópsia;
  • escore de Gleason/ISUP;
  • ressonância magnética;
  • exames de estadiamento;
  • idade;
  • expectativa de vida;
  • doenças associadas;
  • função urinária;
  • função sexual;
  • preferência do paciente.

Em alguns casos, a melhor opção pode ser vigilância ativa. Em outros, cirurgia. Em outros, radioterapia. Em doenças mais avançadas, tratamentos combinados podem ser necessários. Medicina bem feita não é receita de bolo. É alfaiataria: precisa ajustar ao paciente.

15. Quando procurar um urologista especialista em câncer de próstata?

Você deve procurar um urologista se apresentar PSA alterado, alteração no toque retal, sintomas urinários persistentes, sangue na urina ou no sêmen, dor pélvica, dor óssea sem explicação ou histórico familiar de câncer de próstata.

Também é importante realizar avaliação preventiva a partir da idade adequada, especialmente se houver fatores de risco. O diagnóstico precoce continua sendo uma das principais armas contra o câncer de próstata.

Conclusão

O câncer de próstata é uma doença comum, muitas vezes silenciosa nas fases iniciais, mas com boas chances de controle e cura quando diagnosticada precocemente.

As principais dúvidas dos pacientes envolvem sintomas, PSA, toque retal, biópsia, possibilidade de cura, cirurgia robótica, risco de impotência e perda urinária. Todas essas questões devem ser discutidas com clareza durante a consulta com o urologista.

Cada caso é único. Por isso, a escolha do tratamento deve ser individualizada, considerando a agressividade do tumor, os exames, a saúde geral do paciente e seus objetivos de vida.

Para entender em detalhes as opções de investigação e tratamento, leia também nosso artigo principal sobre câncer de próstata: diagnóstico e tratamento.

Sobre o Dr. Rodolfo Garcia Borges

O Dr. Rodolfo Garcia Borges é médico urologista, com atuação em Uro-Oncologia e Cirurgia Robótica. Atua no tratamento de doenças urológicas, com foco em câncer de próstata, câncer de rim, câncer de bexiga, doenças da próstata, cálculos urinários e cirurgias minimamente invasivas.

Possui formação em Urologia pela Universidade Federal de Mato Grosso, pós-graduação em Cirurgia Robótica em Urologia e Uro-Oncologia pelo Hospital Israelita Albert Einstein, além de certificações em plataformas robóticas e atuação como cirurgião robótico.

Atende pacientes em Cuiabá-MT, Sorriso-MT e por telemedicina, oferecendo avaliação individualizada para diagnóstico, acompanhamento e tratamento das principais doenças urológicas.

Dr. Rodolfo Garcia Borges
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Saiba mais em: Especialista em Câncer de Próstata em Cuiabá-MT

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Se você teve alteração no PSA, recebeu diagnóstico de câncer de próstata ou deseja entender melhor as opções de tratamento, agende uma avaliação com o Dr. Rodolfo Garcia Borges.

A decisão correta começa com informação de qualidade, avaliação individualizada e planejamento seguro.

WhatsApp: (65) 99673-9522
Site: www.drrodolfoborges.com.br

Quais são os principais sintomas do câncer de próstata?

Os sintomas do câncer de próstata podem incluir dificuldade para urinar, dor ao urinar, sangue na urina ou no sêmen, dor na região pélvica e dor nas costas. É importante consultar um médico se esses sintomas ocorrerem.

Quais são as opções de tratamento para o câncer de próstata?

As opções de tratamento para o câncer de próstata incluem vigilância ativa, cirurgia, radioterapia, terapia hormonal e quimioterapia, dependendo do estágio e da gravidade da doença.

Existe cura para o câncer de próstata?

Sim, o câncer de próstata pode ser curável, especialmente se diagnosticado em estágios iniciais. O tratamento adequado pode levar à remissão da doença e à melhora da qualidade de vida.

O tratamento do câncer de próstata pode ocasionar disfunção erétil?

Sim, o tratamento do câncer de próstata pode ocasionar disfunção erétil. Entretanto, hoje com técnicas modernas de tratamento, como a cirurgia robótica, conseguimos preservar essa função em 90% dos casos, quando oncologicamente seguro.

O tratamento câncer de próstata pode ocasionar incontinência urinaria?

Sim, o tratamento do câncer de próstata pode ocasionar incontinência urinária.

Qual o melhor tratamento que existe para câncer de próstata?

O melhor tratamento para câncer de próstata varia conforme o estágio da doença, a saúde geral do paciente e preferências pessoais. As opções incluem vigilância ativa, cirurgia (prostatectomia), terapia hormonal, radioterapia e quimioterapia. É fundamental consultar um urologista para determinar o tratamento mais adequado.