Dr. Rodolfo Garcia Borges – Urologia e Cirurgia Robótica – Cuiabá – MT

Entendendo as Causas

Pedra no Rim: Sintomas, Causas, Diagnóstico e Tratamento do Cálculo Renal

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A pedra no rim, também chamada de cálculo renal ou urolitíase, é uma formação endurecida de sais e minerais dentro do sistema urinário. Ela pode permanecer silenciosa por um período, sem causar sintomas, mas também pode provocar dor intensa quando se desloca pelo trato urinário, especialmente ao passar pelo ureter.

A cólica renal é uma das dores mais fortes da urologia. Geralmente começa de forma súbita, na região lombar ou no flanco, podendo irradiar para o abdômen, virilha ou testículo. Em alguns casos, pode vir acompanhada de náuseas, vômitos, sangue na urina, ardor ao urinar e urgência miccional.

Embora muitas pedras pequenas possam ser eliminadas espontaneamente, nem todo cálculo renal deve ser apenas “esperado”. Pedras maiores, dor persistente, infecção associada, febre, obstrução urinária ou redução da função renal exigem avaliação médica rápida.

Neste artigo, você vai entender o que é pedra no rim, como ela se forma, quais são os principais sintomas, como confirmar o diagnóstico, quais são os tratamentos disponíveis e como reduzir o risco de novos cálculos.

Introdução sobre pedra no rim

Pedra no rim é uma massa endurecida formada por cristais presentes na urina. Ela pode surgir quando a urina fica muito concentrada, favorecendo o acúmulo de sais e minerais.urologista para pedra no rim

Os principais sintomas são dor intensa nas costas ou no flanco, náuseas, vômitos, sangue na urina, ardor ao urinar, urgência para urinar e aumento da frequência urinária. Febre, calafrios, vômitos persistentes, dor que não melhora, dificuldade para urinar ou queda do estado geral são sinais de alerta e exigem atendimento médico imediato.

O tratamento depende do tamanho da pedra, localização, intensidade dos sintomas, presença de infecção e função dos rins. Pode variar desde medicamentos e acompanhamento até procedimentos minimamente invasivos como litotripsia, ureteroscopia rígida, ureterorrenolitotripsia flexível a laser e nefrolitotripsia percutânea.

O que é pedra no rim?

A pedra no rim é uma formação sólida que surge a partir da cristalização de substâncias presentes na urina. Esses cristais podem se unir progressivamente e formar cálculos de tamanhos variados.

Alguns cálculos são pequenos, semelhantes a grãos de areia. Outros podem crescer e ocupar partes importantes do rim, causando dor, infecção, sangramento ou obstrução do fluxo urinário.

O termo médico para pedra no rim é cálculo renal. Quando falamos em urolitíase, estamos nos referindo à formação de cálculos em qualquer parte do sistema urinário, incluindo rins, ureteres, bexiga e uretra.

A pedra pode permanecer dentro do rim sem causar sintomas. O problema geralmente aparece quando ela se movimenta e tenta descer pelo ureter, que é o canal que leva a urina do rim até a bexiga. Quando isso acontece, pode ocorrer obstrução, distensão do sistema urinário e dor intensa.

Como a pedra no rim se forma?

A formação da pedra no rim ocorre quando a urina apresenta alta concentração de sais e minerais, favorecendo a cristalização.

Os rins filtram o sangue e eliminam resíduos pela urina. Quando a urina está muito concentrada, substâncias como cálcio, oxalato, ácido úrico, fosfato, cistina ou componentes relacionados a infecções podem formar cristais. Com o tempo, esses cristais podem se agrupar e formar uma massa endurecida. Essa massa é o cálculo renal.

Entre os principais fatores que favorecem a formação de pedra no rim estão baixa ingestão de água, excesso de sal na alimentação, dieta rica em proteína animal, obesidade, sedentarismo, alterações metabólicas, histórico familiar, infecções urinárias recorrentes e algumas doenças intestinais ou renais.

Principais causas e fatores de risco de pedra no rim

A pedra no rim geralmente não tem uma única causa. Na maioria das vezes, ela surge pela combinação de predisposição individual, hábitos alimentares, hidratação inadequada e alterações metabólicas.

Baixa ingestão de líquidos

Beber pouca água é um dos principais fatores associados à formação de cálculo renal. Quando o paciente ingere pouco líquido, a urina fica mais concentrada, facilitando a cristalização de sais e minerais.

Em regiões de clima quente, como Mato Grosso, esse risco pode ser ainda maior, especialmente em pessoas que trabalham ao ar livre, praticam atividade física intensa ou transpiram muito durante o dia.

Um sinal simples de alerta é a urina muito escura e em pequena quantidade. Em geral, uma urina mais clara costuma indicar melhor hidratação.

Alimentação rica em sal

O excesso de sódio aumenta a eliminação de cálcio pela urina, o que pode favorecer a formação de cálculos, principalmente os cálculos de cálcio.

Alimentos ultraprocessados, embutidos, temperos prontos, salgadinhos, fast food e comidas muito salgadas podem aumentar esse risco. Reduzir o sal é uma das medidas mais importantes na prevenção de pedra no rim.

Excesso de proteína animal

Dietas muito ricas em carne vermelha, frango, peixe, ovos e suplementos proteicos podem aumentar a carga ácida da urina e favorecer alterações que contribuem para alguns tipos de cálculo, especialmente os de ácido úrico e cálcio.

Isso não significa que todo paciente precisa cortar proteína. O ponto é ajustar a quantidade conforme o perfil metabólico, histórico de cálculos e orientação médica.

Obesidade, diabetes e síndrome metabólica

Obesidade, resistência à insulina, diabetes e síndrome metabólica estão associados a maior risco de cálculo renal. Esses quadros podem alterar o pH urinário e favorecer a formação de pedras, especialmente de ácido úrico.

Por isso, controlar peso, alimentação e metabolismo não é apenas uma medida estética. Também faz parte da prevenção urológica.

Histórico familiar

Pacientes com familiares que já tiveram pedra no rim apresentam maior risco de desenvolver cálculo renal.

Em alguns casos, pode haver doenças hereditárias específicas, como cistinúria, que favorecem cálculos recorrentes desde fases mais jovens da vida.

Quando há muitos casos na família, início precoce da doença ou crises repetidas, a investigação deve ser mais cuidadosa.

Infecção urinária recorrente

Alguns tipos de pedra estão relacionados a infecções urinárias causadas por bactérias específicas. Nesses casos, podem se formar cálculos de estruvita, que tendem a crescer rapidamente e podem ocupar grande parte do rim.

Além disso, uma pedra pode funcionar como abrigo para bactérias, dificultando a cura completa da infecção.

Por isso, infecção urinária de repetição associada a cálculo renal precisa ser avaliada por urologista.

Doenças intestinais e alterações metabólicas

Doenças inflamatórias intestinais, cirurgias intestinais, diarreia crônica e alterações na absorção intestinal podem aumentar o risco de cálculo renal.

Além disso, alterações nos níveis de cálcio, ácido úrico, citrato, oxalato e outros componentes urinários podem contribuir para a formação de pedras. Em pacientes com cálculo de repetição, a investigação metabólica pode ser fundamental.

Sintomas de pedra no rim

Nem toda pedra no rim causa sintomas. Muitas vezes, o cálculo é descoberto por acaso em exames de imagem.

Os sintomas aparecem com mais frequência quando a pedra se desloca, causa irritação, obstrui a passagem da urina ou está associada a infecção.

Dor intensa nas costas ou no flanco

A dor da cólica renal costuma ser intensa, súbita e localizada na região lombar ou lateral do abdômen, conhecida como flanco.

Uma característica importante é que o paciente geralmente não encontra posição de alívio. Ele se mexe, levanta, deita, vira de lado, mas a dor continua forte.

Essa dor pode irradiar para abdômen, virilha, região genital ou testículo, dependendo da posição da pedra no ureter.

Náuseas e vômitos

A cólica renal pode causar náuseas e vômitos, principalmente quando a dor é muito intensa.

Esse quadro pode piorar a desidratação e dificultar o uso de medicações por via oral. Quando os vômitos são persistentes, pode ser necessário atendimento hospitalar.

Sangue na urina

A pedra pode machucar a parede interna do sistema urinário, causando sangue na urina. A urina pode ficar rosada, avermelhada, acastanhada ou apresentar sangue apenas detectado no exame de urina.

Mesmo quando a dor melhora, a presença de sangue na urina deve ser avaliada, pois também pode estar relacionada a outras doenças urológicas.

Ardor ao urinar, urgência e aumento da frequência urinária

Quando o cálculo está mais próximo da bexiga, pode causar sintomas urinários semelhantes aos de infecção urinária.

O paciente pode sentir ardor ao urinar, vontade urgente de urinar, aumento da frequência urinária e sensação de esvaziamento incompleto da bexiga.

Febre e calafrios

Febre e calafrios em um paciente com suspeita de pedra no rim são sinais de alerta.

Quando há cálculo obstrutivo associado à infecção, o quadro pode evoluir rapidamente e se tornar grave. Nesses casos, não basta tratar apenas a dor. Pode ser necessário desobstruir o rim com urgência.

Quando a pedra no rim é urgência?

A pedra no rim pode se tornar uma urgência urológica quando há sinais de infecção, obstrução importante ou risco à função renal.

Procure atendimento médico imediatamente se houver:

  • febre;
  • calafrios;
  • dor intensa que não melhora com medicação;
  • vômitos persistentes;
  • queda do estado geral;
  • dificuldade para urinar;
  • redução importante do volume de urina;
  • rim único;
  • gestação;
  • suspeita de infecção urinária associada;
  • paciente imunossuprimido;
  • dor associada a mal-estar importante.

Cálculo obstrutivo com infecção é uma situação potencialmente grave e precisa de avaliação médica rápida.

Como confirmar o diagnóstico de pedra no rim?

O diagnóstico começa com avaliação clínica, exame físico e análise dos sintomas. No entanto, os exames são fundamentais para confirmar a presença do cálculo, localizar a pedra, medir o tamanho e verificar se há obstrução.

Avaliação clínica

Na consulta, o urologista avalia onde é a dor, quando começou, se irradia para virilha ou testículo, se há náuseas, vômitos, febre, sangue na urina ou sintomas urinários.

Também é importante investigar histórico de cálculos anteriores, cirurgias, infecções urinárias, doenças intestinais, uso de medicamentos, suplementos, dieta, hidratação e histórico familiar.

Exame de urina

O exame de urina pode mostrar sangue, sinais de infecção, cristais e alterações que ajudam na investigação.

Quando há suspeita de infecção urinária, pode ser necessário realizar urocultura para identificar a bactéria e orientar o antibiótico.

Exames de sangue

Os exames de sangue ajudam a avaliar a função renal, sinais de infecção, cálcio, ácido úrico e outros marcadores importantes.

Em pacientes com febre, queda do estado geral ou suspeita de infecção, exames laboratoriais são ainda mais importantes.

Ultrassom das vias urinárias

O ultrassom é um exame útil, não invasivo e sem radiação. Ele pode identificar cálculos renais, dilatação do rim e sinais indiretos de obstrução.

É uma boa opção em muitas situações, especialmente para acompanhamento, avaliação inicial e casos em que se deseja evitar radiação.

No entanto, o ultrassom pode ter limitação para detectar cálculos pequenos ou pedras localizadas no ureter.

Tomografia computadorizada de abdome

A tomografia computadorizada de abdome sem contraste é um dos exames mais precisos para diagnóstico de cálculo urinário, principalmente em casos de cólica renal aguda.

Ela permite identificar tamanho, localização, densidade da pedra, grau de obstrução e presença de outros achados importantes. Essas informações ajudam a definir se o paciente pode ser acompanhado clinicamente ou se há necessidade de intervenção.

Análise do cálculo

Quando a pedra é eliminada espontaneamente ou retirada em procedimento, o ideal é enviar o material para análise.

Saber a composição do cálculo ajuda a personalizar a prevenção e reduzir o risco de recorrência.

Tipos de pedra no rim

Nem todas as pedras são iguais. A composição do cálculo influencia prevenção, investigação e tratamento.

Cálculos de cálcio

São os mais comuns. Podem ser formados por oxalato de cálcio ou fosfato de cálcio. Estão associados a alterações na concentração de cálcio, oxalato, citrato, sódio e volume urinário.

Redução do sal, hidratação adequada e investigação metabólica são medidas importantes nesses casos.

Cálculos de ácido úrico

Os cálculos de ácido úrico estão relacionados à urina mais ácida. Podem ocorrer em pacientes com gota, obesidade, diabetes, síndrome metabólica ou dieta rica em proteína animal.

Em alguns casos, o tratamento pode envolver estratégias para alcalinizar a urina, sempre com orientação médica.

Cálculos de estruvita

Os cálculos de estruvita estão relacionados a infecções urinárias por bactérias produtoras de urease.

Podem crescer rapidamente e formar cálculos grandes, inclusive cálculos coraliformes, que ocupam parte significativa do sistema coletor renal.

O tratamento exige controle da infecção e, muitas vezes, remoção completa da pedra.

Cálculos de cistina

São mais raros e estão relacionados à cistinúria, uma condição genética.

Costumam causar cálculos recorrentes e exigem acompanhamento específico, hidratação rigorosa e medidas preventivas individualizadas.

Tratamento para pedra no rim

O tratamento da pedra nos rins depende de vários fatores:

  • tamanho da pedra;
  • localização;
  • intensidade da dor;
  • presença de febre ou infecção;
  • grau de obstrução;
  • função renal;
  • rim único;
  • histórico de cálculos anteriores;
  • composição provável da pedra;
  • condição clínica do paciente.

Não existe um tratamento único para todos os casos. A conduta precisa ser individualizada para cada paciente.

Tratamento clínico

O tratamento clínico pode ser indicado em pacientes com pedras pequenas, dor controlada, ausência de infecção e boa função renal.

Pode incluir medicamentos para dor, anti-inflamatórios quando indicados, antieméticos para náuseas e vômitos, hidratação orientada e acompanhamento com exames.

Em alguns casos selecionados, pode ser utilizada terapia medicamentosa expulsiva, como medicamentos que relaxam o ureter e facilitam a eliminação da pedra.

Essa conduta exige acompanhamento, pois a pedra pode não sair, a dor pode persistir ou podem surgir complicações.

A pedra no rim pode sair sozinha?

Sim. Pedras pequenas, principalmente quando localizadas no ureter distal, podem ser eliminadas espontaneamente. No entanto, isso depende do tamanho, localização, formato da pedra, grau de obstrução e sintomas do paciente.

Durante a tentativa de eliminação espontânea, é importante monitorar dor, febre, vômitos, volume urinário e evolução nos exames.

Forçar ingestão excessiva de água durante uma crise intensa, principalmente com náuseas, vômitos ou obstrução, pode piorar o desconforto. A hidratação deve ser feita com orientação e bom senso.

Litotripsia extracorpórea por ondas de choque

A litotripsia extracorpórea é um tratamento não invasivo que utiliza ondas de choque para fragmentar a pedra, facilitando sua eliminação pela urina.

Pode ser indicada em casos selecionados, dependendo do tamanho, localização, densidade do cálculo e anatomia do paciente.

Após o procedimento, pode haver dor, sangue na urina e eliminação de fragmentos. Nem todos os cálculos respondem bem à litotripsia, e alguns pacientes podem precisar de outro tratamento.

Ureteroscopia rígida

A ureteroscopia rígida é um procedimento endoscópico utilizado principalmente para tratar pedras localizadas no ureter, especialmente no ureter médio e distal.

O aparelho é introduzido pelas vias urinárias naturais, sem cortes externos. A pedra pode ser fragmentada com laser e os fragmentos podem ser retirados. É uma técnica minimamente invasiva e muito utilizada no tratamento de cálculo ureteral.

Ureterorrenolitotripsia flexível a laser

A ureterorrenolitotripsia flexível, também chamada de ureteroscopia flexível a laser, é uma das principais técnicas modernas para tratamento de cálculos renais e ureterais.

O aparelho flexível permite acessar o rim por dentro das vias urinárias, sem necessidade de corte. Com o laser, a pedra é fragmentada em pedaços pequenos ou pulverizada.

Essa técnica é muito importante para cálculos renais em locais de difícil acesso, cálculos ureterais altos e casos em que se busca tratamento minimamente invasivo.

Nefrolitotripsia percutânea

A nefrolitotripsia percutânea é indicada principalmente para cálculos renais grandes, complexos ou coraliformes.

Nesse procedimento, é feito um pequeno acesso diretamente ao rim, por onde o cálculo é fragmentado e removido. Apesar de ser mais invasiva que a ureteroscopia flexível, é uma técnica muito eficaz para pedras maiores.

Cateter duplo J

O cateter duplo J pode ser necessário em algumas situações, especialmente quando há obstrução, infecção, edema do ureter, necessidade de drenagem renal ou após determinados procedimentos. Ele ajuda a manter o fluxo de urina entre o rim e a bexiga.

Nem todo paciente com pedra no rim precisa de duplo J, mas em casos selecionados ele é fundamental para segurança do tratamento.

Qual é o melhor tratamento para pedra no rim?

O melhor tratamento é aquele indicado para o caso específico do paciente. Pedras pequenas e sem complicação podem ser acompanhadas. Pedras maiores, obstrutivas, associadas a infecção ou dor persistente podem exigir procedimento.

De forma geral:

  • pedras pequenas, sem infecção e com dor controlada podem ser acompanhadas;
  • pedras no ureter com dor persistente podem exigir ureteroscopia;
  • pedras renais selecionadas podem ser tratadas com litotripsia ou ureteroscopia flexível;
  • pedras grandes podem exigir nefrolitotripsia percutânea;
  • pedra com infecção e obstrução exige urgência urológica.

A decisão depende dos exames e da avaliação urológica. Cada paciente dever ser orientado e tratado de forma individualizada.

Como prevenir pedra no rim?

Quem já teve pedra no rim tem maior risco de ter novas crises. Por isso, a prevenção é uma parte essencial do tratamento.

Beber água regularmente

A hidratação adequada é a principal medida preventiva.

O objetivo é manter a urina diluída ao longo do dia. Em geral, recomenda-se beber água suficiente para produzir urina clara e em bom volume.

Em dias quentes, durante atividade física ou em situações de muito suor, a necessidade de líquidos aumenta.

Reduzir o consumo de sal

Diminuir o sódio ajuda a reduzir a eliminação de cálcio na urina e pode diminuir o risco de novos cálculos.

Evite excesso de sal de cozinha, embutidos, alimentos industrializados, temperos prontos, salgadinhos e fast food.

Ajustar proteína animal

O excesso de proteína animal pode favorecer alterações urinárias relacionadas à formação de cálculos.

O ideal é manter uma alimentação equilibrada, sem exageros, com orientação individualizada quando necessário.

Não cortar cálcio sem orientação

Muitos pacientes acreditam que devem cortar leite e derivados porque tiveram cálculo de cálcio. Isso nem sempre é correto.

Em muitos casos, retirar cálcio da dieta sem necessidade pode até piorar o risco de cálculo, dependendo do metabolismo do paciente. A restrição deve ser feita apenas quando houver indicação médica ou nutricional.

Avaliar oxalato, ácido úrico e citrato

Em pacientes com cálculos recorrentes, pode ser necessário investigar componentes urinários como oxalato, ácido úrico, citrato, cálcio e volume urinário. A urina de 24 horas pode ajudar a personalizar a prevenção.

Tratar infecções urinárias de repetição

Infecções recorrentes podem estar associadas a cálculos e precisam ser investigadas.

Quando há pedra servindo como foco de infecção, o tratamento apenas com antibiótico pode não resolver definitivamente o problema.

Controlar peso e metabolismo

Controle de peso, atividade física regular, tratamento adequado do diabetes, controle da pressão arterial e melhora da alimentação fazem parte da prevenção.

Pedra no rim não é apenas um problema de “beber pouca água”. Muitas vezes, é reflexo de um conjunto de fatores metabólicos.

Tratamento de pedra no rim em Cuiabá e Sorriso

Pacientes com suspeita de pedra no rim em Cuiabá, Sorriso e região devem procurar avaliação urológica quando apresentam dor lombar intensa, sangue na urina, infecção urinária recorrente ou crises repetidas de cólica renal.

A avaliação permite identificar o tamanho e a localização do cálculo, verificar se há obstrução, avaliar a função renal e definir o tratamento mais adequado.

Em muitos casos, é possível tratar com medicamentos e acompanhamento. Em outros, pode ser necessário realizar procedimentos minimamente invasivos, como ureteroscopia rígida, ureterorrenolitotripsia flexível a laser, litotripsia extracorpórea ou nefrolitotripsia percutânea.

O mais importante é não ignorar sinais de alerta. Dor forte, febre, vômitos persistentes ou dificuldade para urinar exigem avaliação rápida.

O que é pedra no rim?

Pedra no rim, também chamada de cálculo renal ou nefrolitíase, é a formação de cristais endurecidos dentro dos rins a partir de sais minerais presentes na urina. Esses cristais podem aumentar de tamanho e migrar pelo trato urinário, causando dor intensa quando obstruem o fluxo urinário.

Quais os principais sintomas da cólica renal?

Os principais sintomas da cólica renal incluem:
Dor intensa na região lombar ou lateral.
Dor que pode irradiar para a parte inferior do abdômen ou virilha.
Náuseas e vômitos.
Sangue na urina (hematúria).
Necessidade frequente de urinar.
Dificuldade para urinar ou dor ao urinar.

O que causa a formação de pedra no rim?

As principais causas incluem:
Baixa ingestão de água
Dieta rica em sal e proteína animal
Histórico familiar
Obesidade
Distúrbios metabólicos (como hipercalciúria)
A desidratação é um dos fatores mais importantes, especialmente em regiões de clima quente.

Toda pedra no rim precisa de cirurgia?

Não. Cálculos pequenos (geralmente menores que 5 mm) podem ser eliminados espontaneamente com hidratação adequada e controle da dor.
Já pedras maiores, com dor persistente, infecção ou obstrução importante, podem necessitar de tratamento como:
Litotripsia extracorpórea
Ureteroscopia a laser
Cirurgia endourológica minimamente invasiva
A indicação depende do tamanho, localização e condição clínica do paciente.

Como prevenir pedra no rim?

A prevenção é baseada principalmente em:
Ingestão de pelo menos 2 a 3 litros de água por dia
Redução do consumo de sal
Controle do peso
Ajuste alimentar individualizado conforme o tipo de cálculo
Avaliação metabólica com urologista após episódios recorrentes
Pacientes com histórico de cálculo renal devem realizar investigação específica para reduzir o risco de recorrência

Chá de quebra-pedra resolve cálculo renal?

Chás podem aumentar a ingestão de líquidos, mas não substituem avaliação médica. Não é seguro confiar apenas em chás quando há dor intensa, febre, vômitos, obstrução ou infecção

Qual médico trata pedra no rim?

O urologista é o especialista que avalia, trata e acompanha pacientes com pedra no rim, cálculo no ureter, cólica renal e cálculos urinários recorrentes.

Pedra no rim pode voltar?

Sim. Pacientes que já tiveram cálculo renal têm maior risco de recorrência. Por isso, prevenção, hidratação, ajustes alimentares e investigação metabólica são importantes.

Conclusão

A pedra no rim é uma condição comum, mas não deve ser banalizada. Em alguns casos, o cálculo pode ser eliminado espontaneamente. Em outros, pode causar dor intensa, obstrução, infecção e risco à função renal.

Dor forte, febre, calafrios, vômitos persistentes, dificuldade para urinar ou queda do estado geral são sinais de alerta e exigem avaliação médica imediata.

O tratamento depende do tamanho, localização e composição da pedra, além da presença ou não de complicações. Pode envolver medicamentos, acompanhamento, litotripsia, ureteroscopia rígida, ureterorrenolitotripsia flexível a laser ou nefrolitotripsia percutânea.

Além de tratar a crise atual, o acompanhamento com urologista ajuda a prevenir novos episódios, especialmente em pacientes com cálculos recorrentes.

Para saber qual é o melhor tratamento para o seu caso, agende uma avaliação urológica.

Sobre o autor

especialista em pedra no rim

Dr. Rodolfo Garcia Borges é urologista, com atuação em Urologia, Uro-Oncologia e Cirurgia Robótica em Mato Grosso.

Atende pacientes com doenças do trato urinário, cálculos renais, doenças da próstata, câncer de próstata, câncer de rim, câncer de bexiga e condições urológicas de maior complexidade.

Possui formação em Cirurgia Robótica em Urologia pelo Hospital Israelita Albert Einstein e atua como cirurgião robótico e proctor em cirurgia robótica certificado pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), contribuindo para o desenvolvimento da cirurgia minimamente invasiva em Mato Grosso.

Atendimento presencial em Cuiabá-MT e Sorriso-MT.

Dr. Rodolfo Garcia Borges
Urologia | Uro-Oncologia | Cirurgia Robótica
CRM-MT 10015 | RQE 7493 | RQE 5395
Site: www.drrodolfoborges.com.br
WhatsApp: (65) 99673-9522

Referências médicas utilizadas

Diretrizes da European Association of Urology sobre urolitíase.

Diretrizes da American Urological Association sobre tratamento clínico e prevenção de cálculos urinários.

Literatura médica atual sobre diagnóstico, prevenção e tratamento de cálculo renal, cólica renal, litotripsia, ureteroscopia e nefrolitotripsia percutânea.