Qual o melhor tratamento para o Câncer de Próstata?
Qual o melhor tratamento para o Câncer de Próstata?
O melhor tratamento para câncer de próstata não é igual para todos os pacientes. A escolha depende principalmente do estágio da doença, do grupo de risco, do valor do PSA, do resultado da biópsia, da idade, das condições gerais de saúde e das prioridades de cada homem.
Nos tumores de baixo risco, o tratamento mais adequado pode ser apenas o acompanhamento por vigilância ativa. Nos casos de risco intermediário ou alto, podem ser indicadas cirurgia, radioterapia ou combinações de tratamentos. Já na doença metastática, o tratamento geralmente envolve medicamentos capazes de bloquear ou intensificar o controle hormonal, podendo ser associados à quimioterapia e a outras terapias sistêmicas.
Portanto, perguntar apenas qual é o tratamento mais moderno ou mais potente não resolve a questão. O tratamento mais eficaz é aquele corretamente indicado para as características do tumor e do paciente.
Não existe um único tratamento considerado o melhor para todos os pacientes com câncer de próstata. A escolha depende principalmente do grupo de risco, do estágio da doença, da expectativa de vida, das condições clínicas e das prioridades do paciente em relação à continência urinária, função sexual e controle oncológico.
Resposta direta: nos pacientes com câncer de próstata localizado, as principais opções com intenção curativa são a prostatectomia radical e a radioterapia. Para muitos tumores de baixo risco, a vigilância ativa pode ser a melhor estratégia. Não existe um tratamento único considerado superior para todos os casos.
Neste artigo, vamos explorar as principais alternativas de tratamento para o câncer de próstata, suas indicações, benefícios e possíveis efeitos colaterais. Ao final, você estará mais preparado para discutir com seu médico as opções mais adequadas para o seu caso específico, garantindo assim uma abordagem personalizada e eficaz para o combate à doença.
Para entender o que é a doença, seus sintomas, fatores de risco e como o diagnóstico é realizado, consulte também nosso artigo completo sobre- Câncer de Próstata: diagnóstico e tratamentos
O que determina o melhor tratamento para câncer de próstata?

Antes de definir o tratamento, o médico precisa determinar se o tumor está restrito à próstata, se apresenta maior risco de crescimento ou se já atingiu linfonodos, ossos ou outros órgãos.
Os principais fatores avaliados são:
- valor do PSA;
- resultado da biópsia;
- grupo de grau ISUP;
- escore de Gleason;
- extensão do tumor nas amostras da biópsia;
- estágio clínico;
- achados da ressonância magnética;
- presença ou ausência de metástases;
- idade e expectativa de vida;
- condições cardiovasculares, metabólicas e demais comorbidades;
- função urinária antes do tratamento;
- função sexual antes do tratamento;
- preferências e objetivos do paciente.
A idade isoladamente não deve decidir o tratamento. O estado geral de saúde, a presença de fragilidade e a expectativa de vida costumam ser mais importantes do que o número registrado na identidade. As diretrizes europeias recomendam que expectativa de vida, estado de saúde e comorbidades sejam considerados na decisão, e apontam que tratamentos locais tendem a trazer maior benefício quando existe expectativa de vida superior a aproximadamente dez anos.
Resumo de qual tratamento pode ser indicado em cada situação:
| Situação clínica | Tratamentos que podem ser considerados |
|---|---|
| Câncer de muito baixo ou baixo risco | Vigilância ativa na maioria dos pacientes adequadamente selecionados |
| Risco intermediário favorável | Cirurgia, radioterapia e, em casos selecionados, vigilância ativa |
| Risco intermediário desfavorável | Cirurgia ou radioterapia, eventualmente associada a bloqueio hormonal |
| Alto risco localizado | Cirurgia dentro de uma estratégia potencialmente multimodal ou radioterapia associada à terapia hormonal |
| Localmente avançado | Combinação individualizada de tratamento local e sistêmico |
| Linfonodos comprometidos | Tratamento combinado conforme extensão, condições clínicas e resposta esperada |
| Doença metastática | Terapia sistêmica intensificada, com bloqueio hormonal e outros medicamentos; em casos selecionados, radioterapia da próstata |
| Paciente frágil ou com expectativa de vida limitada | Observação, tratamento adaptado ou controle de sintomas |
Essa tabela oferece uma visão geral, mas não substitui a análise do caso. Dois pacientes com o mesmo PSA podem precisar de tratamentos diferentes quando o Gleason, a ressonância, o volume tumoral e as condições clínicas não são iguais.
Como é feito o tratamento?
O tratamento do câncer de próstata pode variar amplamente dependendo do estágio da doença e da estratificação de risco. As opções incluem vigilância ativa, tratamentos cirúrgicos, radioterapia, terapias focais, bloqueio hormonal e quimioterapia. Cada uma dessas abordagens tem suas próprias indicações, benefícios e potenciais efeitos colaterais.
A escolha do tratamento é uma decisão complexa que deve ser tomada em conjunto com uma equipe médica. É importante considerar não apenas a eficácia do tratamento, mas também os possíveis impactos na qualidade de vida do paciente.
Alguns tratamentos podem ser mais adequados para pacientes mais jovens e saudáveis, enquanto outros podem ser preferíveis para pacientes mais velhos ou com outras condições de saúde.
A decisão sobre o tratamento também pode ser influenciada pelas preferências pessoais do paciente. Alguns podem preferir um tratamento mais agressivo para remover completamente o câncer, enquanto outros podem optar por abordagens menos invasivas que preservem a qualidade de vida.
A consulta com um urologista, oncologista e outros especialistas é fundamental para garantir que todas as opções sejam consideradas e que o paciente receba o melhor cuidado possível.
Câncer de próstata inicial tem cura?
O câncer de próstata inicial apresenta elevada possibilidade de controle de longo prazo e, em muitos casos, de cura. Isso ocorre principalmente quando o tumor ainda está restrito à próstata e pode ser tratado com intenção curativa.
As principais opções para o câncer localizado são:
- vigilância ativa;
- prostatectomia radical;
- radioterapia externa;
- braquiterapia;
- combinação de radioterapia com bloqueio hormonal em situações específicas.
Nem todo câncer inicial precisa ser tratado imediatamente. Alguns tumores apresentam crescimento lento e risco muito baixo de causar sintomas, metástases ou morte. Nesses casos, iniciar cirurgia ou radioterapia imediatamente pode expor o paciente a efeitos colaterais sem oferecer benefício proporcional.
Por outro lado, tumores de risco intermediário desfavorável ou alto risco podem evoluir e geralmente exigem tratamento ativo.
A palavra “inicial” sozinha não é suficiente para determinar a conduta. É necessário saber o estágio clínico, o grupo ISUP, o padrão de Gleason, o PSA e a quantidade de tumor identificada na biópsia.
Qual é o melhor tratamento para câncer de próstata inicial?
Para o câncer de próstata inicial, o melhor tratamento pode ser vigilância ativa, cirurgia ou radioterapia. A escolha depende principalmente da agressividade do tumor.
Vigilância Ativa
A vigilância ativa é uma abordagem de tratamento que envolve o monitoramento rigoroso do câncer de próstata sem a intervenção imediata. Esta opção é geralmente recomendada para homens com câncer de próstata de baixo risco, que é pequeno, confinado à próstata e de crescimento lento.
O objetivo da vigilância ativa é evitar ou adiar os efeitos colaterais dos tratamentos mais agressivos, como cirurgia e radioterapia, que podem afetar significativamente a qualidade de vida.
Durante a vigilância ativa, o paciente é submetido a exames regulares de PSA, exames de toque retal e biópsias de próstata para monitorar qualquer mudança no câncer. Se os exames indicarem que o câncer está crescendo ou se tornando mais agressivo, o tratamento ativo pode ser iniciado. Esta abordagem permite que muitos homens vivam anos sem sintomas ou complicações do câncer, mantendo uma boa qualidade de vida.
Embora a vigilância ativa seja uma opção segura e eficaz para muitos homens, é importante que os pacientes estejam dispostos a aderir a um regime rigoroso de acompanhamento médico.
A comunicação aberta com o médico é essencial para garantir que qualquer mudança na saúde seja detectada e tratada rapidamente. Esta abordagem também pode causar ansiedade em alguns pacientes, que podem se preocupar com a progressão do câncer enquanto aguardam o tratamento.
Quando a vigilância ativa pode ser a melhor opção?
A vigilância ativa costuma ser recomendada para muitos pacientes com câncer de próstata de baixo risco. Nessa estratégia, o tumor não é ignorado. Ele é acompanhado por um protocolo estruturado, que pode incluir:
- consultas periódicas;
- dosagens de PSA;
- avaliação da velocidade de alteração do PSA;
- toque retal em situações selecionadas;
- ressonância magnética;
- nova biópsia prostática;
- reavaliação do grupo de risco.
O objetivo é evitar ou adiar cirurgia e radioterapia enquanto o tumor permanece pouco agressivo. Caso os exames indiquem aumento do volume, mudança do grau ou progressão, um tratamento com intenção curativa pode ser realizado.
A vigilância ativa é diferente da observação clínica ou espera vigilante. Na vigilância ativa, o paciente continua sendo acompanhado com intenção curativa. Na espera vigilante, mais utilizada em pacientes com expectativa de vida limitada ou com doenças importantes, o objetivo costuma ser tratar sintomas caso eles apareçam.
As diretrizes da Associação Europeia de Urologia apontam a vigilância ativa como a primeira opção de manejo para homens adequadamente selecionados com câncer de próstata de baixo risco. A estratégia também pode ser considerada em alguns casos selecionados de risco intermediário favorável.
Tratamentos cirúrgicos
Quando a cirurgia pode ser indicada no câncer inicial?
A prostatectomia radical pode ser indicada principalmente para pacientes com:
- doença localizada;
- expectativa de vida suficiente para se beneficiar do tratamento;
- risco intermediário ou alto;
- tumor de baixo risco quando a vigilância ativa não é apropriada ou não é aceita;
- condições clínicas que permitam o procedimento;
- preferência por tratamento cirúrgico.
A cirurgia remove toda a próstata, as vesículas seminais e, em situações selecionadas, os linfonodos pélvicos.
Uma vantagem da cirurgia é permitir a análise anatomopatológica completa da próstata retirada. Esse exame define com maior precisão o grau, a extensão e as margens do tumor, ajudando a calcular o risco de recorrência e a necessidade de tratamentos adicionais.

A prostatectomia radical é uma das opções de tratamento mais comuns para o câncer de próstata localizado. Este procedimento envolve a remoção completa da próstata e, em alguns casos, dos tecidos circundantes e linfonodos. Existem várias técnicas para realizar a prostatectomia radical, incluindo a cirurgia aberta, a videolaparoscopia e a cirurgia robótica.
Prostatectomia radical convencional (cirurgia aberta)
A cirurgia aberta, também conhecida como prostatectomia radical retropúbica, é a forma tradicional de remover a próstata. Durante este procedimento, o cirurgião faz uma incisão no abdômen para acessar e remover a próstata. Embora seja uma técnica eficaz, a cirurgia aberta pode resultar em uma recuperação mais longa, menor chance de preservação da continencia urinaria e função sexual, e maior risco de complicações, como infecções e perda de sangue.
Prostatectomia radical videolaparoscópica
A videolaparoscopia é uma técnica minimamente invasiva que utiliza pequenas incisões e instrumentos especiais para remover a próstata. Este método geralmente resulta em menos dor, menor tempo de recuperação e menos complicações em comparação com a cirurgia aberta. Porém, ainda permanece uma técnica com resultados inferiores a prostatectomia robótica.
Prostatectomia radical robótica
A prostatectomia radical robótica é uma forma avançada e mais moderna que a videolaparoscopia, utiliza um sistema robótico para realizar a cirurgia com maior precisão. Esta técnica oferece benefícios superiores a outras técnicas descritas, com a vantagem adicional de movimentos mais precisos e melhor visualização para o cirurgião.
Como especialista e medico instrutor (proctor) nesta técnica, destaco que a cirurgia robótica maximiza as chances de preservação dos nervos responsáveis pela ereção e pela continência urinária, além de proporcionar um retorno mais rápido do paciente às suas atividades normais.
Cirurgia robótica para tratamento do câncer de próstata
Na prostatectomia radical robótica, o cirurgião controla instrumentos articulados por meio de um console. O sistema oferece visão tridimensional ampliada e movimentos precisos dentro da pelve. Entre os possíveis benefícios perioperatórios estão:
- incisões menores;
- menor perda sanguínea em comparação com a cirurgia aberta;
- menor necessidade de transfusão;
- menor dor pós-operatória em muitos pacientes;
- recuperação mais rápida;
- menor tempo de internação em muitos centros;
- maior precisão para dissecção de estruturas delicadas;
- possibilidade de preservação dos feixes neurovasculares quando oncologicamente segura.
No entanto, o robô não opera sozinho e não substitui a experiência do cirurgião. Os resultados relacionados ao controle do câncer, à continência urinária e à função sexual dependem de diversos fatores:
- experiência e volume da equipe;
- estágio do tumor;
- possibilidade de preservar nervos;
- idade;
- função erétil antes da cirurgia;
- continência antes do procedimento;
- extensão da doença;
- qualidade da reabilitação pós-operatória.
A cirurgia robótica é uma ferramenta avançada, mas a indicação correta e a experiência da equipe permanecem decisivas.
A cirurgia robótica é o melhor tratamento para todos?
Não. A cirurgia robótica pode ser uma excelente opção para pacientes que possuem indicação de prostatectomia radical, mas não é o tratamento ideal para todos.
Pacientes com tumor de baixo risco podem ser melhor conduzidos com vigilância ativa. Outros podem apresentar condições clínicas que favoreçam a radioterapia. Na doença metastática, o tratamento principal geralmente é sistêmico.
A pergunta correta não é apenas “o robô é melhor?”, mas:
“Este paciente realmente precisa de cirurgia e, caso precise, qual abordagem oferece o melhor equilíbrio entre controle do câncer e qualidade de vida?”
A cirurgia aberta ainda funciona?
Sim. A prostatectomia radical aberta é uma técnica tradicional e eficaz para o tratamento do câncer de próstata localizado.
Entretanto, costuma envolver uma incisão maior e pode estar associada a maior perda sanguínea e recuperação inicial mais prolongada quando comparada às técnicas minimamente invasivas.
Em locais sem cirurgia robótica ou quando existe uma indicação específica, a cirurgia aberta continua sendo uma opção válida. A qualidade do resultado depende fortemente da experiência do cirurgião e da seleção do paciente.
Radioterapia no tratamento do câncer de próstata
A radioterapia é uma opção de tratamento que utiliza radiação de alta energia para destruir as células cancerosas. Este tratamento pode ser utilizado como uma alternativa à cirurgia para pacientes com câncer de próstata localizado ou como tratamento adjuvante após a cirurgia para eliminar quaisquer células cancerosas remanescentes. Existem várias formas de radioterapia, incluindo a radioterapia externa e a braquiterapia.

A radioterapia externa envolve o uso de uma máquina que direciona feixes de radiação para a próstata a partir do exterior do corpo. Este tratamento é geralmente administrado em sessões diárias ao longo de várias semanas.
A radioterapia utiliza radiação ionizante para destruir as células tumorais. Pode ser empregada:
- como tratamento inicial com intenção curativa;
- em associação ao bloqueio hormonal;
- após a prostatectomia quando existem sinais de recorrência;
- para controle de determinadas áreas de metástase;
- para alívio de sintomas em doença avançada.
A radioterapia conformacional tridimensional (3D-CRT) e a radioterapia de intensidade modulada (IMRT) são técnicas avançadas que permitem que os feixes de radiação sejam moldados com precisão para atingir o tumor, minimizando o dano aos tecidos saudáveis circundantes.
A braquiterapia, por outro lado, envolve a colocação de pequenas sementes radioativas diretamente na próstata. Estas sementes emitem radiação de baixa dose ao longo do tempo, destruindo as células cancerosas com mínimos efeitos colaterais para os tecidos circundantes.
Radioterapia externa
A radioterapia externa é administrada por uma máquina que direciona a radiação à próstata e às regiões planejadas. Tecnologias modernas permitem melhor conformação da dose, buscando atingir o tumor e reduzir a exposição dos tecidos próximos. Dependendo do caso, a radioterapia pode ser realizada em diferentes esquemas de dose e número de sessões.
Braquiterapia
Na braquiterapia, fontes radioativas são posicionadas dentro ou próximas da próstata. Ela pode ser utilizada isoladamente em alguns pacientes ou associada à radioterapia externa em situações selecionadas. A indicação depende do grupo de risco, do volume prostático, dos sintomas urinários e da anatomia do paciente.
Possíveis efeitos colaterais da radioterapia
Os efeitos podem incluir:
- aumento da frequência urinária;
- urgência para urinar;
- ardor urinário;
- redução do jato;
- sangramento urinário;
- irritação ou sangramento retal;
- fadiga;
- alteração gradual da função erétil;
- estreitamento da uretra em alguns casos;
- alterações tardias na bexiga ou no reto.
As técnicas modernas procuram reduzir a exposição dos órgãos próximos, mas nenhum tratamento é totalmente isento de risco.
Quando a radioterapia pode ser indicada no câncer inicial?
A radioterapia pode ser utilizada com intenção curativa em diferentes grupos de risco. Ela pode ser uma alternativa à cirurgia ou, conforme o risco, ser associada à terapia de privação androgênica.
A escolha depende de fatores como:
- estágio e agressividade do tumor;
- volume da próstata;
- sintomas urinários;
- doenças intestinais;
- tratamentos prévios;
- idade e condições clínicas;
- preferência do paciente.
Assim como a cirurgia, a radioterapia precisa ser planejada por uma equipe experiente e pode oferecer elevado controle oncológico quando corretamente indicada.
Terapias focais: HIFU, Eletroporação Irreversível e Crioterapia

As terapias focais são abordagens minimamente invasivas que visam destruir apenas a porção do tecido prostático onde o câncer está presente, preservando o máximo possível de tecido saudável. Estas técnicas são geralmente indicadas para pacientes com câncer de próstata de baixo a intermediário risco favorável, que desejam evitar os efeitos colaterais associados a tratamentos mais agressivos.
O HIFU (Ultrassom Focalizado de Alta Intensidade) utiliza ondas de ultrassom de alta energia para aquecer e destruir as células cancerosas. Este procedimento é realizado através da inserção de uma sonda no reto, que emite ondas de ultrassom focadas na próstata. O HIFU oferece a vantagem de ser uma técnica não invasiva com um tempo de recuperação relativamente curto, mas pode não ser adequado para todos os pacientes.
A Eletroporação Irreversível, também conhecida como NanoKnife, é uma técnica que utiliza pulsos elétricos de alta voltagem para criar pequenos poros nas células cancerosas, causando sua morte. Este procedimento é realizado com a inserção de agulhas finas na próstata, guiadas por imagem. A Eletroporação Irreversível é uma opção promissora para pacientes que buscam uma alternativa minimamente invasiva com menos efeitos colaterais.
A Crioterapia, por sua vez, envolve o uso de temperaturas extremamente baixas para congelar e destruir as células cancerosas. Durante este procedimento, sondas finas são inseridas na próstata, e gases de resfriamento são utilizados para congelar o tecido canceroso. A Crioterapia pode ser uma opção eficaz para pacientes que não são candidatos a cirurgia ou radioterapia, embora possa estar associada a alguns efeitos colaterais, como disfunção erétil e incontinência urinária.
Essas estratégias podem ser discutidas para pacientes rigorosamente selecionados em centros especializados. Entretanto, ainda existem limitações relacionadas à seleção, ao acompanhamento e aos resultados oncológicos de longo prazo.
Por isso, terapias focais não devem ser apresentadas como substitutas universais da cirurgia ou da radioterapia. Também exigem acompanhamento contínuo, pois tecido prostático permanece no organismo
Bloqueio hormonal e quimioterapia
O bloqueio hormonal, também conhecido como terapia de privação androgênica (ADT), é uma abordagem de tratamento que visa reduzir os níveis de hormônios masculinos (andrógenos) no corpo, que podem estimular o crescimento do câncer de próstata. Esta terapia pode ser utilizada sozinha ou em combinação com outros tratamentos, como cirurgia ou radioterapia, especialmente em casos de câncer de próstata avançado ou metastático.
Existem várias formas de bloqueio hormonal, incluindo medicamentos que bloqueiam a produção de andrógenos nos testículos, medicamentos que bloqueiam a ação dos andrógenos nas células cancerosas e cirurgia para remover os testículos (orquiectomia). O bloqueio hormonal pode ser eficaz na redução do crescimento do câncer e no alívio dos sintomas, mas pode estar associado a efeitos colaterais, como perda de libido, disfunção erétil, fadiga, perda de massa muscular e osteoporose.
A quimioterapia é uma abordagem de tratamento que utiliza medicamentos para destruir as células cancerosas. Este tratamento é geralmente reservado para casos de câncer de próstata avançado ou metastático que não respondem ao bloqueio hormonal. A quimioterapia pode ser administrada por via oral ou intravenosa e envolve ciclos de tratamento seguidos por períodos de descanso para permitir a recuperação do corpo.
Embora a quimioterapia possa ser eficaz na redução do tamanho do tumor e no controle dos sintomas, ela também pode causar uma série de efeitos colaterais, incluindo náuseas, vômitos, perda de cabelo, fadiga, infecções e anemia. É importante que os pacientes discutam com seu médico os potenciais benefícios e riscos da quimioterapia e sejam monitorados de perto durante o tratamento.
Bloqueio hormonal na neoplasia prostática
A terapia de privação androgênica reduz a produção ou bloqueia a ação da testosterona, hormônio que estimula o crescimento da maioria das células do câncer de próstata. Ela pode ser realizada por medicamentos ou, com menor frequência, por cirurgia para retirada dos testículos.
O bloqueio hormonal pode ser utilizado:
- associado à radioterapia em tumores de risco intermediário desfavorável ou alto;
- no câncer localmente avançado;
- na doença com comprometimento linfonodal;
- no câncer metastático;
- em situações de recorrência;
- para controle de sintomas.
Na maioria dos casos, o bloqueio hormonal isolado não é considerado tratamento curativo para um tumor localizado quando cirurgia ou radioterapia são possíveis. Ele costuma fazer parte de uma estratégia combinada ou sistêmica.
Possíveis efeitos da terapia hormonal
Os efeitos podem incluir:
- redução da libido;
- disfunção erétil;
- ondas de calor;
- fadiga;
- perda de massa muscular;
- aumento da gordura corporal;
- redução da densidade óssea;
- alterações metabólicas;
- aumento do risco cardiovascular em alguns pacientes;
- alterações de humor;
- dificuldade de concentração.
Por esse motivo, o paciente deve receber acompanhamento clínico, metabólico, cardiovascular e ósseo conforme seu perfil de risco.
Quimioterapia
A quimioterapia pode ser utilizada principalmente em determinadas fases da doença avançada ou metastática.
Em alguns pacientes com grande volume de doença metastática e boa condição clínica, ela pode ser combinada precocemente ao bloqueio hormonal. Também pode ser empregada em fases posteriores, dependendo dos tratamentos já realizados e do comportamento do tumor. A decisão deve ser feita em conjunto com a oncologia clínica.
Os possíveis efeitos dependem do medicamento e podem incluir:
- queda de cabelo;
- cansaço;
- redução das células do sangue;
- aumento do risco de infecção;
- alterações nas unhas;
- neuropatia;
- náuseas;
- retenção de líquido;
- alterações gastrointestinais.
O controle desses efeitos melhorou significativamente com medidas de suporte e monitoramento adequado.
Gleason e ISUP: como influenciam a escolha do tratamento?
O Gleason é uma classificação baseada na aparência microscópica das células tumorais. Atualmente, também é utilizado o sistema de grupos de grau da International Society of Urological Pathology, conhecido como ISUP. De forma simplificada:
| Grupo ISUP | Gleason correspondente | Interpretação geral |
| ISUP 1 | 3+3=6 | Menor agressividade |
| ISUP 2 | 3+4=7 | Predomínio do padrão menos agressivo |
| ISUP 3 | 4+3=7 | Predomínio do padrão mais agressivo |
| ISUP 4 | 4+4=8, 3+5=8 ou 5+3=8 | Alta agressividade |
| ISUP 5 | Gleason 9 ou 10 | Agressividade muito elevada |
Essa classificação não deve ser interpretada isoladamente. Um tumor ISUP 2 com pequeno volume, PSA baixo e ressonância favorável não é necessariamente tratado da mesma forma que outro ISUP 2 mais extenso.
Qual o melhor tratamento para câncer de próstata Gleason 6?
O câncer Gleason 6, correspondente ao ISUP 1, costuma apresentar comportamento menos agressivo. Para muitos pacientes com doença localizada e demais critérios favoráveis, a vigilância ativa é a estratégia preferencial.
Isso evita tratar imediatamente um tumor com baixa probabilidade de causar problemas relevantes durante a vida do paciente.
A cirurgia ou a radioterapia podem ser consideradas quando:
- existe maior volume tumoral;
- os exames apresentam características discordantes;
- há suspeita de subestimação da doença;
- o paciente não consegue realizar acompanhamento adequado;
- ocorre progressão durante a vigilância;
- o paciente compreende as alternativas e prefere tratamento ativo.
Não é correto afirmar que todo Gleason 6 precisa ser operado. Também não é correto concluir que nenhum Gleason 6 necessita de tratamento. A decisão depende do conjunto de informações.
Qual o melhor tratamento para câncer de próstata Gleason 7?
O Gleason 7 pode representar duas situações diferentes:
- Gleason 3+4=7, correspondente ao ISUP 2;
- Gleason 4+3=7, correspondente ao ISUP 3.
Essa diferença é importante porque o Gleason 4+3 geralmente apresenta comportamento mais agressivo do que o Gleason 3+4.
Nos casos Gleason 3+4 de pequeno volume e com demais fatores favoráveis, a vigilância ativa pode ser discutida em pacientes cuidadosamente selecionados. Entretanto, cirurgia ou radioterapia são frequentemente consideradas.
Nos casos Gleason 4+3, geralmente existe indicação mais forte de tratamento ativo. As principais opções podem incluir:
- prostatectomia radical;
- radioterapia externa;
- radioterapia associada a bloqueio hormonal;
- braquiterapia ou combinação de técnicas em casos selecionados.
O tratamento não deve ser escolhido apenas com a informação “Gleason 7”. É necessário saber qual padrão predomina, quantos fragmentos foram positivos, qual a porcentagem de tumor, o PSA, o estágio e os achados de imagem.
Qual o melhor tratamento para câncer de próstata de alto risco?
O câncer de próstata de alto risco apresenta maior probabilidade de extensão além da próstata, recorrência bioquímica ou desenvolvimento de metástases. Da mesma forma, a radioterapia em tumores de alto risco frequentemente é associada ao bloqueio hormonal para melhorar o controle da doença.
Nesses casos, o tratamento frequentemente precisa ser multimodal. Isso significa que o paciente pode necessitar de mais de uma modalidade ao longo de sua jornada.
As estratégias podem incluir:
- prostatectomia radical com linfadenectomia pélvica em pacientes selecionados;
- radioterapia externa associada à terapia de privação androgênica;
- intensificação sistêmica em situações específicas;
- radioterapia após a cirurgia quando houver critérios de recorrência ou persistência da doença;
- acompanhamento rigoroso do PSA.
A cirurgia em pacientes de alto risco não deve ser apresentada como garantia de que nenhum outro tratamento será necessário. Em alguns casos, ela representa o primeiro passo de uma estratégia combinada.
Cirurgia ou radioterapia: qual é o tratamento mais eficaz?
Para muitos pacientes com câncer de próstata localizado, cirurgia e radioterapia são opções com intenção curativa. Não existe uma resposta universal dizendo que uma delas é sempre superior.
A decisão precisa considerar:
- grupo de risco;
- idade e expectativa de vida;
- condições clínicas;
- sintomas urinários;
- tamanho da próstata;
- função sexual;
- doenças intestinais;
- possibilidade de realizar anestesia e cirurgia;
- riscos de cada tratamento;
- preferências pessoais;
- experiência das equipes disponíveis.
Comparação geral entre cirurgia e radioterapia
| Aspecto | Prostatectomia radical | Radioterapia |
| Objetivo | Remover a próstata e o tumor | Destruir as células tumorais com radiação |
| Duração principal | Procedimento cirúrgico e recuperação | Sessões programadas ou técnicas específicas |
| Anatomopatológico completo | Sim | Não há retirada da próstata |
| PSA após tratamento | Espera-se queda para nível muito baixo ou indetectável | A queda ocorre progressivamente e a próstata permanece |
| Efeito urinário mais característico | Risco de incontinência | Irritação urinária e possível alteração tardia |
| Efeito intestinal | Menos comum | Pode ocorrer irritação retal ou intestinal |
| Função sexual | Pode ser afetada logo após a cirurgia | Pode se deteriorar de forma gradual |
| Tratamento de resgate | Radioterapia pode ser utilizada após cirurgia | Cirurgia de resgate é mais complexa após radioterapia |
| Anestesia | Necessária | Geralmente não exige anestesia em radioterapia externa |
A tabela apresenta tendências gerais. Os resultados individuais variam de acordo com o tumor, a técnica, a experiência da equipe e as condições prévias do paciente.
Quando a cirurgia pode ser mais interessante?
A cirurgia pode ser especialmente considerada quando o paciente:
- apresenta boa condição clínica;
- possui expectativa de vida prolongada, paciente jovens;
- deseja a retirada da próstata;
- deseja uma avaliação anatomopatológica completa;
- apresenta sintomas obstrutivos relevantes;
- aceita os riscos relacionados à continência e à função erétil;
- compreende a possibilidade de radioterapia posterior caso necessário.
Quando a radioterapia pode ser mais interessante?
A radioterapia pode ser considerada quando o paciente:
- prefere evitar uma operação;
- apresenta risco cirúrgico elevado;
- possui condições que tornam a cirurgia menos favorável;
- aceita o acompanhamento prolongado do PSA;
- compreende os possíveis efeitos urinários, intestinais e sexuais;
- apresenta doença para a qual a combinação de radioterapia e terapia hormonal é adequada.
A melhor escolha surge de uma decisão compartilhada entre paciente, urologista e radioterapeuta, e não de uma competição de modalidades.
Tratamento do câncer de próstata metastático
Quando o câncer já atingiu ossos, linfonodos distantes ou outros órgãos, o tratamento principal costuma ser sistêmico. A terapia de privação androgênica permanece como base, mas em muitos pacientes o tratamento atual envolve intensificação desde o início, utilizando outros medicamentos ou quimioterapia.
As possibilidades podem incluir:
- bloqueio hormonal;
- inibidores modernos da via do receptor androgênico;
- medicamentos que reduzem a produção de andrógenos;
- quimioterapia;
- radioterapia da próstata em casos selecionados com menor volume metastático;
- radioterapia em metástases sintomáticas;
- medicamentos de proteção óssea;
- terapias baseadas em alterações genéticas;
- radiofármacos em cenários específicos;
- cuidados para controle da dor e preservação da qualidade de vida.
O termo “metastático” também abrange situações diferentes. Um paciente com poucas lesões identificadas em exame de imagem não é necessariamente tratado da mesma forma que outro com grande volume de doença.
Câncer de próstata avançado tem tratamento?
Sim. É importante saber a diferença de tratamento e cura (remissão da doença). Um tratamento nem sempre tem como objetivo a cura de uma doença, mas pode ter como objetivo o controle de sintomas, melhora da qualidade de vida e aumento de sobrevida. Mesmo quando não é possível falar em cura com os métodos atuais, mas existem tratamentos capazes de controlar a doença por períodos prolongados, reduzir sintomas, prevenir complicações e preservar a qualidade de vida do paciente.
O planejamento pode mudar ao longo do tempo conforme:
- resposta do PSA;
- exames de imagem;
- sintomas;
- níveis de testosterona;
- tratamentos já utilizados;
- alterações genéticas do tumor;
- condições clínicas.
A doença avançada exige acompanhamento coordenado entre urologia, oncologia, radioterapia, medicina nuclear e outras especialidades quando necessário. O tratamento multidisciplinar com os especialistas otimizam os resultados.
Qual tratamento oferece maior chance de cura?
Nos tumores localizados, prostatectomia radical e radioterapia são as principais modalidades de tratamento com intenção curativa. Não é cientificamente correto prometer que uma opção sempre cura mais do que a outra em todos os pacientes. O resultado depende da seleção correta e da adequação do tratamento ao risco da doença.
A vigilância ativa também pode ser considerada a melhor estratégia em tumores indolentes, pois evita efeitos colaterais sem comprometer a oportunidade de cura quando o acompanhamento é bem realizado.
Nos tumores de alto risco, o maior controle pode depender de uma combinação de tratamentos, e não de uma única modalidade isolada.
Qual é o tratamento mais moderno para câncer de próstata?
Entre os avanços mais relevantes da urologia moderna está a cirurgia robótica, que revolucionou o tratamento cirúrgico do câncer de próstata. Com o auxílio de plataformas robóticas, o cirurgião consegue realizar procedimentos extremamente precisos, com melhor visualização anatômica e maior capacidade de preservação das estruturas nobres da pelve, resultado em maior preservação dos nervos responsaveis pela ereção e continência urinaria.
Essa tecnologia tem permitido resultados cada vez melhores em termos de:
- controle do câncer
- recuperação funcional
- qualidade de vida após a cirurgia
Por esse motivo, a prostatectomia radical robótica tem sido cada vez mais adotada em centros especializados no tratamento do câncer de próstata.
Efeitos colaterais do tratamento câncer de próstata
Os tratamentos para o tumor de próstata, embora eficazes, podem estar associados a uma variedade de efeitos colaterais que podem impactar a qualidade de vida do paciente. É essencial que os pacientes estejam cientes desses possíveis efeitos e discutam com seu médico as estratégias para gerencia-los.
A cirurgia de prostatectomia radical, por exemplo, pode resultar em incontinência urinária e disfunção erétil. A incontinência urinária pode variar de leve a severa e pode melhorar com o tempo e com exercícios do assoalho pélvico. A disfunção erétil pode ser temporária ou permanente, dependendo da extensão da cirurgia e da preservação dos nervos responsáveis pela ereção. Sendo a prostatectomia robótica a melhor técnica para preservação da continencia e função sexual.
A radioterapia também pode causar efeitos colaterais, como fadiga, problemas urinários e intestinais, e disfunção erétil. A fadiga é comum durante e após o tratamento e pode ser gerenciada com descanso adequado e atividade física moderada. Problemas urinários, como aumento da frequência, incontinencia e urgência urinária, podem ser tratados com medicamentos. Problemas intestinais, como diarreia e desconforto retal, podem ser aliviados com mudanças na dieta e medicamentos.
Os tratamentos hormonais e a quimioterapia podem causar efeitos colaterais sistêmicos, como perda de libido, disfunção erétil, fadiga, perda de massa muscular, osteoporose, náuseas, vômitos, perda de cabelo e maior suscetibilidade a infecções. É importante que os pacientes discutam com seu médico as estratégias para gerenciar esses efeitos colaterais e mantenham um acompanhamento regular para monitorar sua saúde geral durante o tratamento.
A cirurgia da próstata deixa o homem impotente?
A prostatectomia radical pode afetar a função erétil, mas o risco varia muito entre os pacientes. Os principais fatores relacionados à recuperação são:
- idade;
- qualidade das ereções antes da cirurgia;
- presença de diabetes;
- tabagismo;
- doenças cardiovasculares;
- extensão do tumor;
- possibilidade de preservação dos feixes neurovasculares;
- experiência da equipe;
- reabilitação sexual;
- tempo transcorrido após a cirurgia.
Quando o tumor está distante dos feixes responsáveis pela ereção, pode ser possível preservar essas estruturas. Entretanto, a prioridade precisa ser o controle adequado do câncer.
Mesmo com preservação dos nervos, é comum haver uma redução temporária da função erétil. A recuperação pode ocorrer gradualmente e levar meses ou mais tempo.
A reabilitação pode incluir medicamentos, dispositivos de vácuo, injeções intracavernosas e outras estratégias conforme a necessidade.
A cirurgia pode causar incontinência urinária?
Sim. A incontinência urinária é um dos possíveis efeitos da prostatectomia radical.
A maioria dos pacientes apresenta melhora progressiva após a retirada da sonda, mas a velocidade de recuperação varia.
Fatores que influenciam incluem:
- idade;
- função urinária anterior;
- anatomia;
- técnica cirúrgica;
- preservação de estruturas;
- experiência da equipe;
- fisioterapia do assoalho pélvico;
- obesidade;
- doenças neurológicas ou metabólicas.
Exercícios orientados e fisioterapia pélvica podem contribuir para a recuperação. Uma pequena parcela pode manter incontinência significativa e necessitar de tratamentos adicionais.
Quais são os principais efeitos colaterais de cada tratamento?
| Tratamento | Principais efeitos que podem ocorrer |
| Vigilância ativa | Ansiedade, necessidade de exames repetidos e possibilidade de tratamento futuro |
| Cirurgia | Incontinência urinária, disfunção erétil, sangramento e complicações cirúrgicas |
| Radioterapia | Sintomas urinários, irritação intestinal, fadiga e alteração progressiva da função erétil |
| Bloqueio hormonal | Perda de libido, ondas de calor, alterações metabólicas, perda muscular e óssea |
| Quimioterapia | Fadiga, redução das células sanguíneas, neuropatia, náuseas e queda de cabelo |
| Terapia focal | Alterações urinárias ou sexuais, persistência de tecido prostático e necessidade de acompanhamento e retratamento |
A comparação deve considerar não apenas quais efeitos podem acontecer, mas também:
- quais tratamentos estão disponíveis para controlá-los.
- quando eles costumam aparecer;
- quanto tempo podem durar;
- como afetam a rotina;
Como escolher o melhor tratamento?
A decisão pode ser organizada em algumas etapas.
1. Confirmar corretamente o diagnóstico
- A análise precisa considerar a qualidade da biópsia, o grupo ISUP, o volume do tumor e os achados de imagem.
- Em situações de dúvida, a revisão das lâminas por patologista com experiência em uro-oncologia pode ser discutida.
2. Definir o estágio e o grupo de risco
É necessário saber se a doença está:
- confinada à próstata;
- localmente avançada;
- presente em linfonodos;
- metastática.
3. Avaliar expectativa de vida e condições clínicas
- A decisão não depende apenas da idade. Um homem saudável de 75 anos pode ter expectativa de vida maior do que outro de 60 anos com diversas doenças descompensadas.
4. Comparar as opções possíveis
- O paciente deve compreender objetivo do tratamento;
- chance esperada de controle;
- efeitos colaterais;
- duração;
- possibilidade de tratamentos adicionais;
- influência na função urinária;
- influência na função sexual;
- impacto na rotina.
5. Considerar a experiência da equipe
- Resultados de cirurgia, radioterapia e outros tratamentos dependem da experiência, da estrutura e do acompanhamento oferecido.
6. Buscar segunda opinião quando necessário
Uma segunda opinião pode ser útil quando:
- existem opções equivalentes;
- o diagnóstico é de alto risco;
- há dúvida sobre a necessidade de tratamento;
- foi sugerida uma terapia focal;
- o paciente recebeu propostas muito diferentes;
- existe indicação de tratamento combinado;
- o paciente não se sente seguro com a decisão.
Buscar outra avaliação não significa desconfiar do primeiro médico. Significa reunir informações suficientes para uma decisão importante. Quanto mais o paciente souber sobre a doença, seus tratamentos e possíveis complicações, muito provavelmente maior será a chance dele tomar decisões com maiores convicções.
Qual especialista trata o câncer de próstata?
O urologista é geralmente o primeiro especialista responsável pela investigação, pelo diagnóstico e pela discussão das opções cirúrgicas e de vigilância. Dependendo do estágio, também podem participar:
- uro-oncologista;
- radioterapeuta;
- oncologista clínico;
- patologista;
- radiologista;
- médico nuclear;
- geriatra;
- fisioterapeuta pélvico;
- nutricionista;
- psicólogo.
Nos casos mais complexos, a discussão multidisciplinar com oncologistas clínicos, radioterapeuta, fisioterapeuta e nutricionista, ajuda a equilibrar controle oncológico e qualidade de vida.
Quando procurar um especialista em tratamento de câncer de próstata?
A avaliação por um urologista com experiência em uro-oncologia é fundamental para definir a melhor estratégia terapêutica. Cada caso deve ser discutido de forma individualizada, levando em conta:
- características do tumor
- exames de imagem
- resultados da biópsia
- condições clínicas do paciente
- A avaliação especializada é recomendada após:
- PSA alterado;
- toque retal suspeito;
- ressonância com lesão suspeita;
- biópsia positiva;
- aumento progressivo do PSA;
- recorrência do PSA após tratamento;
- diagnóstico de doença de risco intermediário ou alto;
- identificação de metástases;
- dúvida entre cirurgia, radioterapia e vigilância;
- necessidade de segunda opinião.
Em muitos centros, a decisão terapêutica é feita em conjunto com uma equipe multidisciplinar, envolvendo urologistas, oncologistas e radioterapeutas. Após a confirmação do diagnóstico, o paciente deve receber tempo e informações suficientes para entender suas opções. Na maioria das situações localizadas, a decisão não precisa ser tomada em pânico. Precisa ser tomada corretamente.
Tratamento do câncer de próstata especializado em Mato Grosso – Cuiabá e Sorriso
Pacientes com diagnóstico de câncer de próstata devem procurar avaliação com profissional experiente em uro-oncologia, capaz de analisar o grupo de risco e discutir as diferentes possibilidades terapêuticas.
Em Cuiabá, o acompanhamento pode envolver avaliação urológica, revisão de exames, indicação de vigilância ativa, cirurgia, radioterapia ou encaminhamento para tratamento sistêmico, conforme o estágio.
A disponibilidade de cirurgia robótica em Mato Grosso permite que pacientes com indicação cirúrgica sejam avaliados e tratados no estado, sem que a tecnologia seja colocada acima da indicação médica.
O mais importante é que cada paciente receba uma recomendação individualizada, baseada nas características do tumor, em suas condições clínicas e em seus objetivos pessoais.
Perguntas frequentes sobre o tratamento:
Qual é o tratamento mais eficaz para câncer de próstata?
O tratamento mais eficaz para câncer de próstata pode incluir cirurgia, radioterapia ou terapia hormonal, dependendo do estágio e da gravidade da doença. É essencial consultar um médico especialista para um diagnóstico e plano de tratamento adequados.
O câncer de próstata em estágio 2 tem cura?
Sim, o câncer de próstata em estágio 2 pode ser curável, especialmente se diagnosticado precocemente e tratado adequadamente. É importante consultar um médico especialista para determinar o melhor plano de tratamento.
Qual o melhor cirurgia para o câncer de próstata?
A melhor cirurgia para o câncer de próstata é a prostatectomia radical robótica, oferecendo tratamento oncológico eficaz e resultados funcionais superiores a outras técnicas.
A cirurgia da próstata deixa o homem impotente?
A cirurgia da próstata pode causar impotência sexual em alguns homens, mas nem todos os pacientes enfrentam esse efeito colateral. Fatores como tipo de cirurgia, idade e saúde geral influenciam o risco de impotência. É importante discutir preocupações específicas com um médico especialista.
Quais os benefícios da cirurgia robótica da próstata?
Os benefícios da cirurgia robótica da próstata incluem:
Menor sangramento durante o procedimento.
Recuperação mais rápida.
Menor tempo de internação.
Redução da dor pós-operatória.
Precisão cirúrgica aprimorada.
Menor risco de complicações.
Preservação de nervos responsáveis pela função sexual e urinaria.
Menor cicatriz estética.
Qual o tratamento para câncer de próstata inicial?
As opções podem incluir vigilância ativa, prostatectomia radical e radioterapia, dependendo das características do tumor e do paciente.
Câncer de próstata Gleason 6 precisa de cirurgia?
Nem sempre. Muitos casos classificados como baixo risco podem ser acompanhados por vigilância ativa, desde que o paciente cumpra os critérios e mantenha seguimento regular
Câncer de próstata Gleason 7: qual o tratamento?
Depende de o tumor ser Gleason 3+4 ou 4+3, da extensão da doença, do PSA e dos exames de imagem. Cirurgia e radioterapia estão entre as principais possibilidades.
Cirurgia ou radioterapia: qual oferece maior chance de cura?
Para doença localizada corretamente selecionada, ambas podem oferecer controle oncológico elevado. A escolha deve considerar efeitos colaterais, características do tumor e condições do paciente.
Conclusão
A decisão sobre o melhor tratamento para câncer de próstata é complexa e deve ser personalizada para atender às necessidades e preferências individuais de cada paciente. A escolha do tratamento deve ser feita em conjunto com uma equipe médica especializada, levando em consideração fatores como o estágio da doença, a agressividade do tumor, a saúde geral do paciente e seus objetivos de vida.
Após o tratamento, o acompanhamento médico contínuo é essencial para monitorar a recuperação do paciente, detectar qualquer sinal de recidiva do câncer e gerenciar os efeitos colaterais dos tratamentos. Exames regulares de PSA, exames de imagem e consultas médicas são importantes para garantir que o câncer seja mantido sob controle e que a qualidade de vida do paciente seja preservada.
Em resumo, o tratamento do câncer de próstata é uma jornada que requer informação, apoio e cuidados médicos especializados. Com os avanços na medicina, os pacientes têm acesso a uma variedade de opções de tratamento que podem ser adaptadas às suas necessidades individuais.
A chave para um tratamento bem-sucedido é uma abordagem colaborativa entre o paciente e sua equipe médica, garantindo que todas as opções sejam consideradas e que o melhor plano de ação seja implementado para alcançar os melhores resultados possíveis.
Sobre o autor – Dr. Rodolfo Garcia Borges, urologista especialista em cirurgia robótica e tratamento de câncer urológico em Mato Grosso

O Dr. Rodolfo Garcia Borges (CRM-MT 10015 | RQE 5395 | RQE 7493) é médico urologista, uro-oncologista e cirurgião robótico em Cuiabá, com atuação no diagnóstico e tratamento de doenças da próstata, câncer de próstata, hiperplasia prostática benigna (próstata aumentada), câncer de rim, câncer de bexiga, cálculo renal, vasectomia, próstata aumentada e cirurgias urológicas minimamente invasivas (Holep e Thulep).
Referência em cirurgia robótica do Mato Grosso e centro-oeste do país, o Dr. Rodolfo Garcia Borges é o único urologista do estado certificado pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) como Cirurgião Robótico e Cirurgião Instrutor (Proctor) nas duas principais plataformas robóticas do mundo — Versius e Da Vinci.
Com formação em cirurgia robótica em urologia e uro-oncologia realizada no Hospital Israelita Albert Einstein (São Paulo), um dos centros de excelência médica mais respeitados da América Latina. Dr. Rodolfo atua como Cirurgião Instrutor (Proctor) de Cirurgia Robótica certificado pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) em Mato Grosso e outros estados do país, contribuindo para a capacitação e formação de novos cirurgiões robóticos e para o avanço da cirurgia robótica urológica no Brasil.
Sua formação e especializações incluem:
- Residência Médica em Cirurgia Geral pela SES-MT;
- Residência Médica em Urologia pela Universidade Federal de Mato Grosso (HUJM/UFMT);
- Pós-Graduação em Cirurgia Robótica em Urologia e Uro-oncologia pelo Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE);
- Cirurgião Robótico certificado pela INTUITIVE Surgical e Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) na plataforma robótica Da Vinci;
- Cirurgião Robótico certificado pela CMR Surgical e Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) na plataforma robótica Versius;
- Cirurgião robótico instrutor (Proctor) de cirurgia robótica certificado pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) na plataforma robótica Da Vinci e Versius.
- Membro efetivo da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU);
- Membro internacional da Associação Europeia de Urologia (EAU);
- Membro da Confederação Americana de Urologia (CAU);
- Professor auxiliar da residência médica de Urologia no Hospital Universitário Júlio Muller (HUJM/UFMT);
- Urologista no departamento de Urologia, Uro-oncologia e Cirurgia Robótica do Hospital São Matheus, Oncocenter e Hospital de Câncer;
Atende presencialmente em Cuiabá na clinica Oncocenter e em Sorriso-MT, além de consultas por telemedicina para pacientes de todo o Mato Grosso, Rondônia, Pará e demais regiões do Brasil. Agende sua consulta com um urologista especialista em cirurgia robótica para avaliação especializada em câncer de próstata, câncer de rim e cirurgia robótica urológica.
Sua atuação é voltada ao cuidado urológico individualizado, com atenção à prevenção, diagnóstico precoce, tratamento minimamente invasivo e preservação da qualidade de


